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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seja seu próprio chefe

Poliana Kovalyk

Nem todas as pessoas têm a sorte de iniciar suas carreiras profissionais da melhor maneira, já que cargas de horário superiores à 8h por dia e salários não condizíveis ao trabalho desempenhado são coisas mais comuns de se acontecer do que se espera e deseja. Por isso, o sonho de ser seu próprio chefe, ter seu negócio, além de fazer o próprio horário é o sonho de muitas pessoas, que só não põe a ideia em prática por não saber onde começar.
No Paraná, mais de 64 mil pessoas tornaram-se empreendedores individuais, cadastrados através do Portal do Empreendedor do Governo Federal até o mês de junho deste ano. Só em Guarapuava, 664 pessoas foram registradas, e isso, após poucos anos depois do início dessa nova categoria empresarial, cunhada através da Lei Complementar 128, de 19/12/2008 que criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal pudesse se tornar um empreendedor individual legalizado.
As atividades que apresentaram a maior quantidade de registros no Paraná até junho deste ano foram: comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, cabeleireiros, serviços de obras de alvenaria, lanchonetes e bares.
O empreendedor individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que fatura anualmente no máximo R$36mil e, além disso, tem até um funcionário contratado que recebe o salário mínimo ou o piso da categoria. Mas o primeiro passo para se tornar um empreendedor é deixar a ilegalidade para se tornar um pequeno empresário e não pode ter participação como sócio ou ser titular de outra empresa.
Com o intuito de realizar orientações para esses trabalhadores é que o Sebrae (Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) promove diariamente cursos, programas e consultorias, mostrando tudo o que você precisa saber sobre empreendedorismo para abrir o seu próprio negócio. A consultora Roberta Schwarlz explica que essas consultorias são, na maioria das vezes, subsidiadas pelo Sebrae e não possuem custos, isso para que as pessoas saiam da ilegalidade e formalizem seus negócios. “Nós trabalhamos tanto com pessoas que querem abrir uma empresa, oferecendo orientação sobre plano de negócios, que tipo de empresa abrir, até para aqueles que já possuem grandes ou pequenas empresas, empreendedores individuais, promovendo consultorias para melhorar o negócio.”

As atividades que mais renderam registros foram o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, seguido por cabeleireiros, serviços de obras de alvenaria e lanchonetes e bares

Abri minha empresa. E agora?

Para quem deseja sair da ilegalidade e formalizar sua empresa, o Sebrae dá todo o auxílio para que o empresário saiba conduzir sua empresa da melhor maneira. “Nós damos as orientações para o plano de negócios reunindo informações de quanto a pessoa irá gastar. Fazemos também um planejamento e uma análise da viabilidade desse empreendimento que ele quer abrir. O cliente vai à campo, traz todas as informações, e nós vamos analisar se é viável aquele empreendimento ou não, sendo o mais real possível com o cliente para que ele veja como é a empresa dele.” explica a consultora. Outra coisa importante a ser feita é a formalização da empresa. “O cliente que está interessado em se formalizar como profissional autônomo, ele vai participar de cursos pra saber quais suas vantagens, seus direitos e obrigações a partir disso.”

Empresas consolidadas no mercado

Para quem já possui uma empresa e quer expandir seu negócio ou melhorar seu atendimento, também há cursos que o capacitam. “Temos curso de gestão, que trata da parte financeira, de RH e marketing. A empresa chega aqui com uma necessidade e, com uma consultoria a gente faz uma proposta de trabalho pra ela.” A consultora ainda explica que há um calendário de cursos que são oferecidos o ano inteiro, que ajudam os empresários a administrar melhor a sua empresa, assim como o programa “Negócio a Negócio”, que atende de forma gratuita aos micro empresários e empreendedores individuais, onde um consultor do Sebrae faz três visitas à empresa, avaliando o empreendimento para verificar quais são as necessidades de melhoria.

Vantagens de ser um empreendedor individual

São várias as vantagens para quem se formaliza. Primeiramente, o empreendedor individual não tem nenhum custo na abertura da empresa, e além do mais, também não precisa de contador. Ele apenas irá pagar um valor fixo mensal que será destinado ao INSS e ao ICMS, garantindo direitos previdenciários como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria por idade, etc.
A lei que garante os direitos do empreendedor individual veio para preencher uma lacuna que existia entre o trabalhador que estava na ilegalidade até se tornar um pequeno empresário, e isso é bom para o trabalhador e para seu município, que também sai ganhando.

Para mais informações sobre como abrir seu negócio próprio ou consultorias, o site do Sebrae (http://www.sebrae.com.br/) oferece dicas sobre como melhorar sua empresa, como abrir um negócio e mostra como a instituição pode ajudar. O Sebrae atende na rua Arlindo Ribeiro, 892 – Centro e também pelo telefone (42) 3623-6720.

Editado por Ana Carolina Pereira

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cursos técnicos profissionalizantes: um caminho para o primeiro emprego

Poliana Kovalyk

Na primeira matéria desta série vimos que os concursos públicos estão sendo cada vez mais procurados pela estabilidade profissional que proporcionam. Mas para quem procura mais do que estabilidade profissional, possibilidade de crescimento empresarial, a especialização é a melhor solução. E também, quem busca o primeiro emprego, há quem diga que os cursos profissionalizantes oferecem um caminho mais curto para isso.
Segundo um levantamento do MEC, no Brasil, 185 cursos técnicos são ofertados nas mais diversas áreas, sendo Técnico em Enfermagem, Informática e Segurança do Trabalho os mais procurados. E em Guarapuava, só em uma escola profissionalizante, por exemplo, há cerca de 1,7 mil alunos matriculados.
Há duas formas de ensino técnico, primeiro, na modalidade integrada, o aluno faz o curso técnico juntamente ao ensino médio, obedecendo à opção de curso feita no processo seletivo. Já a modalidade subsequente é destinada para as pessoas que concluíram o ensino médio, sendo essa uma ótima opção para quem quer continuar os estudos e adquirir um certificado de técnico. Assim como explica o coordenador do curso de Administração de uma escola profissionalizante na cidade, Clayton Vinicius de Athayde, o ensino técnico ou ensino técnico-profissional constitui uma modalidade de ensino vocacional, orientada para a rápida integração do aluno no mercado de trabalho. “Os dois (modalidade integrada e subsequente) preparam o aluno para o mercado de trabalho da mesma forma, mas o do ensino subsequente é procurado mais por quem já está trabalhando. Temos alunos aqui que fazem Técnico em Química, por exemplo, mas que já trabalham em laboratórios, então eles vêm só complementar suas atividades”.
Clayton afirma que muitas empresas procuram as escolas técnicas em busca dos profissionais. “Essa é uma ótima oportunidade de proporcionar o primeiro trabalho, tanto no subsequente como no integrado, mais ainda nessa primeira modalidade por possibilitar o estágio dentro do curso”. E esses estágios são considerados o diferencial dentro dos cursos técnicos por proporcionar aos alunos a experiência que a maioria das empresas solicita. “Os alunos passam por um período aprendendo toda a parte teórica, e nos cursos como Eletromecânica, Informática e Química as aulas práticas também fazem parte da grade curricular”, explica Clayton. Já em cursos como Administração e Secretariado Executivo, os alunos utilizam-se dos laboratórios de informática para repassar o conteúdo disciplinar.
Muitas pessoas, principalmente os jovens que acabam de se formar, ficam em dúvida na hora da escolha entre uma faculdade ou curso técnico. Na próxima matéria desta série mostraremos que, apesar de alguns cursos parecerem abordar a mesma linhagem nos conteúdos, há uma grande diferença entre o ensino na graduação e no técnico.


Curso Técnico em Enfermagem está entre os mais procurados no Brasil, seguido de Informática e Segurança do Trabalho

#Dica
Saiba mais sobre alguns dos cursos profissionalizantes mais procurados na cidade:

Técnico em Administração
O QUE FAZ: atua na gestão das organizações
DURAÇÃO MÉDIA: 4 anos no Integrado e 1 ano e meio no Subsequente

Técnico em Eletromecânica
O QUE FAZ: atua no desenvolvimento de atividades de assistência técnica, instalação, montagem e manutenção de sistemas eletromecânicos e equipamentos
DURAÇÃO MÉDIA: 4 anos no Integrado e 2 anos no Subsequente
REQUISITOS: Disponibilidade para estágio

Técnico em Informática
O QUE FAZ: atua na área de Programação na Web, Programação Desktop e Suporte Técnico
DURAÇÃO MÉDIA: 4 anos no Integrado e 1 ano e meio no Subsequente
REQUISITOS: Noções de informática básica

Técnico em Meio ambiente
O QUE FAZ: atua na organização de programas de educação ambiental
DURAÇÃO MÉDIA: 4 anos do Integrado e 1 ano e meio no Subsequente
REQUISITOS: disponibilidade para estágio

Técnico em Química
O QUE FAZ: atua no planejamento, coordenação, operação de processos químicos industriais, produtivos e laboratoriais
DURAÇÃO MÉDIA: 4 anos no Integrado
REQUISITOS: disponibilidade para estágio

Técnico em Secretariado
O QUE FAZ: organiza e sistematiza trabalhos rotineiros, serviços de escritório, arquivo, cerimonial, protocolo, atuação em eventos, elaboração de textos organizacionais
DURAÇÃO MÉDIA: 1 ano

Técnico em Segurança do Trabalho
O QUE FAZ: elabora, participa, vistoria e implementa a política de saúde e segurança no trabalho (SST), objetivando o controle de perdas humanas, ambientais ou na propriedade.

Editado por Helena Krüger

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Concurso público: a estabilidade profissional que muitos procuram

Poliana Kovalyk

A primeira matéria desta série que aborda a empregabilidade na nossa região, é sobre concursos públicos. Salários atrativos, carga de horário plausível, estabilidade profissional, aposentadoria diferenciada, plano de saúde, férias, 13º salário. Essas são algumas das vantagens proporcionadas pelos concursos mais concorridos no país.
São diversos concursos feitos a cada ano, e só no Brasil, movimentam mais de dez milhões de candidatos. Por uma regra da Constituição Federal, no nosso país é preciso fazer concurso para todo e qualquer cargo público, então, são milhares de pessoas buscando a aprovação, e são inúmeras as oportunidades para todos os gostos e níveis de ensino.
Fabrício Bittencourt da Cruz dedicou 15 anos de sua vida aos concursos públicos fazendo testes dos mais variados, e sua lista é grande: fez concurso para Oficial de Justiça, Técnico da Receita Federal (duas vezes), Técnico da Justiça Federal, Técnico da Justiça do Trabalho, Assessor do Ministério Público Federal, Analista da Justiça Federal, Delegado de Polícia Federal, Procurador da República (cinco vezes), Juiz de Direito (duas vezes), Promotor de Justiça (duas vezes), Juiz Federal Substituto (três vezes), Professor Universitário (duas vezes). E depois de oito aprovações, resolveu escrever um livro que fosse voltado para essa área tão concorrida nos dias atuais. “Desde os momentos iniciais eu já sabia que os concursos públicos sensibilizam pessoas das mais variadas formações acadêmicas e de diversos níveis de escolaridade. Então, minha tarefa era produzir um material que pudesse ser compreendido por todos os que se interessassem pelo tema”. Segundo Fabricio, essa é uma opção totalmente diferenciada dos demais trabalhos que versam sobre esse tema, e foi escrito de forma que o leitor, independentemente de sua idade e de sua formação, possa compreender e assimilar os conteúdos abordados.
Fabrício acredita que não há fórmulas certas para se adquirir a aprovação, mas que muitas das ideias do livro podem auxiliar cada leitor a formular a própria receita. “Não acredito que alguém tenha legitimidade para, em nome de seu passado e de suas experiências pessoais, indicar soluções milagrosas como: número ideal de horas para estudo, local ideal para desenvolvimento dessa atividade, alimentos ideais, cursos ideais, etc.”. Segundo o Magistrado Federal, o que realmente importa é a seriedade do compromisso. “Se você dispõe de apenas meia hora para estudo, pois então que estude durante esse período, tentando aproveitá-lo ao máximo”.


Fabrício Bittencourt da Cruz é Magistrado Federal desde 2006 e recentemente proferiu palestras na cidade

Por outro lado, há quem diga que essa estabilidade oferecida pelos concursos gera uma certa comodidade, pela falta de perspectiva de crescimento dentro de uma empresa. Mesmo assim, não há como duvidar que essa é uma grande oportunidade para quem está em busca de um emprego. Um exemplo disso é o concurso da Prefeitura de Guarapuava que, neste ano, teve uma média de 13.268 inscritos para 1.079 vagas oferecidas, com uma remuneração que varia entre R$ 540 à R$5.666,78. Pelo segundo ano consecutivo o concurso foi cancelado pela própria prefeitura, pela demora do recurso do julgamento da ação judicial pelo Ministério Público que identificou irregularidades no edital. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, um novo concurso deve ser realizado, mas ainda está sem data prevista para divulgação do edital.
Mas atenção, há uma grande diferença entre concurso público e teste seletivo. Enquanto o concurso público tem por objetivo o preenchimento de cargos públicos através de provas, o processo seletivo tem por finalidade atender necessidades temporárias, como o caso de professores substitutos.

São milhares de concursos feitos a cada ano, e só no Brasil, movimentam mais de dez milhões de candidatos.
#Dica

Veja a lista de concursos públicos abertos, previstos e em andamento na cidade de Guarapuava e demais regiões no Paraná:

Editado por Helena Krüger

domingo, 9 de outubro de 2011

Classificados: Mercado de trabalho e empregabilidade em Guarapuava

Poliana Kovalyk

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), no mês de agosto Guarapuava registrou 110 novas vagas com carteira assinada, sendo que comércio, indústria e serviços foram as atividades que mais geraram empregos na região. Mas mesmo com um saldo positivo em relação aos meses anteriores, Guarapuava ficou na 20ª posição na geração de empregos no ranking paranaense entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, atrás de cidades menores como Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão.
Visto esses dados, o Ágora traz a série Classificados, que visa mostrar à população alternativas para quem busca um emprego, e também identificar os potenciais econômicos da região.

Editado por Helena Krüger