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sábado, 26 de novembro de 2011

Manifesto “Nada pode nos calar” clama pelo fim da violência

Helena Krüger

A manifestação contra homofobia reuniu acadêmicos, professores e representantes de entidades sindicais

Ontem (25) às 19h, em frente à praça da Unicentro, cerca de 25 pessoas protestaram contra a violência e a homofobia. A iniciativa para se realizar o evento partiu do acadêmico de secretariado executivo, Willian Nathan de Paula, em conjunto com o Grupo de Discussões Interdisciplinares Homoculturais (GADIH). Segundo Maxmiliam, integrante do grupo, já fazia algum tempo que este protesto estava para acontecer. Willian destacou que um dos propósitos da manifestação é protestar para que crimes contra homossexuais não se repitam em Guarapuava. “Nossa intenção é chamar atenção da sociedade, o manifesto não é só contra a homofobia, mas contra a violência que tem estado muito presente em nossa cidade. É necessário que o preconceito seja rompido”.

O manifesto, que aconteceu no Dia Internacional de combate à violência contra a mulher, não teve faixas, nem barulho, os acadêmicos apenas distribuíram velas para que os presentes acendessem em homenagem as vitimas de diversos crimes violentos que aconteceram em Guarapuava, e pediram um minuto de silêncio. Willian parabenizou os presentes e disse que para manifestar-se não é preciso gritar. “Mesmo numa demonstração silenciosa, estamos aqui expressando dessa forma nossa indignação e mostrando que nada vai nos calar”.

Foto: Helena Krüger

Manifestante com bandeira representando o movimento LGBT

Além dos universitários, a professora Liliane da Costa Freitag também se expressou a favor do movimento em nome do departamento de história da Unicentro, reiterando a importância de reivindicar contra qualquer forma de violência, seja com mulheres, crianças ou gays. Representantes da APP Sindicato também compareceram, para informar sobre a existência de uma secretaria de discussões de gênero e falar da importância de se iniciar nos ambientes de ensino a conscientização. Terezinha dos Santos Daiprai, representante do sindicato durante a manifestação disse que “combater a violência é uma questão de princípio humano. Escolas devem ser laicas, não sexistas e não homofóbicas, só o conhecimento liberta o preconceito”. Emocionada, a sindicalista relembra o caso de morte que aconteceu na cidade no dia 17 de novembro e destaca que Guarapuava tem que evoluir. “Afinal, a escola e a universidade educam e tem um importante papel nesse processo”, alega Terezinha.

Foto: Helena Krüger
Pessoas fazem um minuto de silêncio em homenagem a vítimas de violência

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todos somos iguais perante a Lei” este artigo é novamente ressaltado pela Constituição Federal “todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza”. Infelizmente, muitas das chamadas minorias culturais, não são tratas com igualdade. Muitas vezes, são alvo de muito preconceito e intolerância. Em nossa cidade, já houve vários casos de agressão envolvendo homossexuais, só neste ano foram 12 mortes no Paraná e 220 no Brasil.

Com intenção de modificar esse quadro, os universitários resolveram dar voz a essa indignação, pois acreditam que a cidade por ser muito conservadora, acaba não reclamando destas formas de preconceito. “Guarapuava ainda é uma cidade de coronéis, uma cidade cristã (nada contra as religiões), uma cidade tradicional, então, o preconceito ainda existe, e de uma forma muito forte aqui.” Maxmilliam também concorda e diz que a sociedade guarapuavana se cala muito fácil em diversas questões, não só com a homofobia. “Não sei porque os guarapuavanos sempre se mantêm tão calados, há muita desinformação”.

Foto: Helena Krüger
Nem mesmo a chuva fez com que os manifestantes desistissem de protestar

O acadêmico de secretariado enfatiza que questões homoculturais e de outras minorias, precisam sair da universidade, para que haja efetivamente um debate público acerca do assunto, havendo assim mais conscientização por parte da população. “Ainda é complicado andar por aqui de mãos dadas com o parceiro do mesmo sexo pela rua, as pessoas olham torto e corre-se o risco até de ser agredido. É necessário que as pessoas entendam que o homossexual não quer ser aceito, não quer ser tolerado ou respeitado, mas que é parte da sociedade, tem direitos iguais a todo mundo.”

Lei contra homofobia

A lei contra a homofobia foi idealizada em 2001, que estabelece como crime, entre outras coisas, praticar ou incitar a discriminação por qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica sujeita à pena, reclusão e multa. O que divide opiniões nesta lei, é pelo fato de ser muito rígida e ampla, podendo até mesmo ferir o principio de liberdade de expressão. Ediane Martins, acadêmica de filosofia, diz que não são necessariamente as leis que modificam a sociedade. “Acredito que não precisaria existir leis para questões básicas como o respeito ao próximo”.

Foto: Helena Krüger
Professora do História da Unicentro pede um basta a qualquer manifestação de violência

Willian concorda que a lei que protege os direitos humanos engloba essa questão, mas como ela não é respeitada torna-se necessário que se crie outra para assegurar o direito do cidadão, e também para agravar um crime que é cometido por homofobia. “Se houvesse uma legislação mais concisa e forte relativa aos direitos humanos, não precisaria. Mas assim é necessário criar uma lei para proteger já que os números mostram como a situação é grave“.

Mídia e Imprensa

Maxmiliiam Schneider acredita que o papel da imprensa no processo de ajudar a romper preconceitos é de grande importância, por ser uma formadora de opinião. “Quando a imprensa der voz a essas minorias aí as coisas podem evoluir, mesmo que não consiga romper o preconceito, mas já faz com que as pessoas tentem pensar de outra forma, e enxergar o lado do outro.Afinal, porque tratar o outro diferente se ele é igual”, declara Max. Já o estudante de secretariado critica a mídia na maneira como representa a homossexualidade. Segundo ele, a televisão ao invés de abordar o assunto com uma perspectiva sensacionalista, deveria assumir o seu papel social para ajudar na conscientização. “Na Rede Globo, SBT estereótipos ficam claros, mostram como se todo homossexual fosse afeminado, ou no caso das lésbicas masculinizadas, todo negro atua como empregado em serviço braçal e todo índio vive numa aldeia cercada de mato, no caso de novelas e programas humorísticos, por exemplo”, opina Willian.

Editado por Vinicius Comoti

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Unicentro oferece curso introdutório de Língua Brasileira de Sinais

Katrin Korpasch

Começa no próximo sábado (26) o curso Introdutório de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). O evento é uma iniciativa do PIA, Programa de Inclusão e Acessibilidade da Unicentro. Segundo o coordenador do PIA, Jefferson Olivatto da Silva, o curso tem um caráter de apresentação da Libras. “O objetivo do curso é mais apresentar a Língua Brasileira de Sinais para a comunidade acadêmica, tanto para alunos, estagiários, professores, agentes universitários e mesmo pessoas da comunidade. O intuito é para que as pessoas tenham contato, percebam qual a diferença em relação ao português, mas uma coisa muito sucinta, mais uma apresentação do que um curso”, afirma.

Para o coordenador o divulgação da Libras é essencial, principalmente para professores e agentes universitários. “A Libras é fundamental principalmente para os alunos que são surdos e também para os professores. É fundamental para o professor ter uma noção, para perceber que existem características diferentes quando se ensina a um aluno que é ouvinte e a um aluno que é surdo”. Funcionários e estagiários da Unicentro também são o público-alvo do curso introdutório. Para Jefferson aborda a importância de, ao menos, um breve conhecimento da Libras.“Os agentes universitários, ou os estagiários da universidade tem contato direta ou indiretamente com os alunos. Por exemplo, os alunos vão pedir informação, se, por exemplo, aquele dia não tiver um intérprete, então pelo menos a pessoa consegue saber o necessário para fornecer a informação ou mesmo o serviço que estaria disponível para ele”, explica.

Nesse sentido, o curso pode ser um incentivo para se aprofundar mais no assunto, principalmente no caso dos professores. “Realmente há a necessidade de ter este contato, para então fomentar um incentivo para que ele venha a fazer um curso, ou uma coisa mais intensiva, ou a estudar sobre, pensando justamente no processo didático em sala de aula”, finaliza.

O curso é gratuito e terá duração de 20 horas. Será realizado nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro, das 8h às 18h no campus Cedeteg. Os participantes receberão certificados. No site www.eventos.unicentro.br/libras2011 pode se obter mais informações e realizar as inscrições.

Editado por Vinicius Comoti

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Audiência pública discute situação de trabalho de docentes da Unicentro

Katrin Korpasch

Foi realizada ontem (10) na Unicentro audiência pública para discutir a situação dos docentes na Unicentro. Compuseram a mesa de discussões o reitor da Unicentro, professor Vitor Hugo Zanette, o secretário estadual da SETI (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) Alípio Leal Neto, professor Luis Henrique Schuch, da ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior), e os professores Marcos Aurélio Machado Fernandes e Denny William da Silva, respectivamente presidente e tesoureiro da Adunicentro (Sindicato dos Docentes da Unicentro).

Evasão de docentes e condições de trabalho foram discutidas na audiência

A reunião foi promovida pela Assembleia Legislativa do Paraná em conjunto com a Adunicentro. Ela é resultado da paralisação de docentes que ocorreu na Unicentro no dia 26 de outubro e que, segundo o tesoureiro do sindicato, professor Denny William da Silva, chamou a atenção de vários deputados para os problemas que se verificam nas Universidades do Estado.
Para o presidente da Adunicentro, professor Marcos Aurélio Machado Fernandes, a audiência foi uma oportunidade de retomar o motivo da paralisação do mês passado. “A audiência pública tem um caráter de ampliação do debate iniciado com a paralisação. Pretendemos que agora, com a amplificação da participação dos deputados, os membros da Comissão de Direitos Humanos e da Cidadania, e os demais convidados pela comissão, que possamos também, ampliar nosso debate, para as condições de trabalho e evasão docente na Unicentro, a democratização da universidade e outros temas”, afirma.
Na audiência foram discutidos vários temas pertinentes à situação de trabalho dos docentes da Unicentro. “O objetivo desta audiência pública foi analisar os motivos pelos quais vem havendo evasão significativa de docentes da Unicentro para outras universidades. Notadamente para as universidades federais. Esta evasão tem prejudicado sistematicamente os cursos de graduação e pós-graduação. A rotatividade de professores tem causado impacto negativo sobre as linhas de pesquisa da universidade e dificultado a melhora dos conceitos dos cursos de graduação e pós-graduação”, explica Denny.
Além disso, também foi abordada a questão das cargas horárias dos professores. Segundo o tesoureiro da Adunicentro, o ANDES, sindicato nacional, do qual a Adunicentro é parte, tem promovido seminários em que se debate o adoecimento dos docentes em função da sobrecarga de exigências e atividades. “Não há professor da Unicentro que trabalhe 40 horas semanais, carga horária para o qual foi contratado. Ao lançar as atividades que desenvolve semanalmente no seu Plano Individual de Atividades Docentes, ele percebe que chega perto das 50 horas semanais. O que é um evidente abuso”, afirma. O reitor da Unicentro professor Vitor Hugo Zanette concordou e afirmou que esta questão é ainda mais abrangente. Segundo o reitor em relação à carga horária há mais situações envolvidas, entre elas a saúde. "Além de tudo ainda há o fator da saúde dos docentes, que é prejudicada".
Outro ponto discutido foi em relação aos salários dos docentes. “Também há a defasagem salarial em relação às Universidades Federais e que hoje chega a 20% para o doutor”, comenta Denny. Conforme o tesoureiro, a evasão também se dá por inseguranças trabalhistas da legislação paranaense, em que o docente pode, de um momento para outro, ter um corte de salário de 55%. “Isto é relativamente à Dedicação Exclusiva e que o docente tem que renovar a cada dois anos. Enquanto houver orçamento para isto não parece haver grandes preocupações. Mas se a conjuntura econômica mudar ou outro governo tratar a questão com menor prioridade esta possibilidade de redução é real”, explica. Além disso, o docente que tiver um problema grave de saúde, ou acidente que o afaste do trabalho por 90 dias ou mais obrigatoriamente tem seus vencimentos reduzidos em 55%.
“São várias as situações e as debatidos nesta audiência pública com o objetivo de corrigir aquilo que necessita ser corrigido e tornar a permanência do docente no sistema estadual de ensino superior mais atraente”, conclui Denny.
Hoje é um dia importante para todos os envolvidos na questão. “Teremos uma audiência com o Secretário da Administração, em que ele deverá dar uma resposta da parte do governo, quanto às pretensões apresentadas no Plano de Reajuste da Carreira dos Docentes”, afirma o presidente da Adunicentro.

Editado por Luciana Grande

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Começa hoje a X Semana de Filosofia da Unicentro

Poliana Kovalyk

Entre os dias 07 a 11 de novembro, a Unicentro promove a X Semana de Filosofia e, simultaneamente, a 1ª Semana PET/Filosofia, com o tema “Discussões Contemporâneas”. Os eventos são organizados pelo Departamento de Filosofia (Defil) e pelo Programa de Educação Tutorial (PET/Filosofia), sob a tutoria do professor Marciano Adílio Spica.
Bruno Senoski do Prado, um dos acadêmicos que participaram da organização do evento, ressalta a importância dessas discussões no ambiente acadêmico. “A Semana de Filosofia tem como objetivo a integração dos acadêmicos do curso com acadêmicos de outros locais por meio de comunicações, permitindo a exposição do fruto de suas pesquisas”.
A semana contará com palestras que abordarão os problemas atuais da filosofia, além de minicursos, mesas redondas, exposição dos trabalhos científicos e defesa de TCCs, promovendo uma reflexão sobre a atividade científica. “Através de minicursos, mesas redondas e agora também com o Ciclo de Cinema e Filosofia, os acadêmicos podem estabelecer contato com os mais variados temas das discussões filosóficas e com o mundo da pesquisa em filosofia. Além de aproximar os acadêmicos dessas discussões, o evento também propicia o contato com pesquisadores reconhecidos, facilitando, assim, o possível ingresso em programas de pós-graduação”.
Para mais informações sobre o evento e para conferir a programação, acesse: http://eventos.unicentro.br/semfil2011 .

Editado por Katrin Korpasch

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Professores da Unicentro farão paralisação na quarta-feira


Katrin Korpasch

Na próxima quarta-feira, (26) docentes da Unicentro irão paralisar suas atividades na universidade. Segundo o tesoureiro do Sindicato dos Docentes da Unicentro (Adunicentro) professor Denny William da Silva, os motivos que levaram a decisão de paralisar as atividades são a necessidade de adequação do plano de carreira dos professores e da correspondente malha salarial. “A gente está articulando um movimento estadual, não é algo isolado da Unicentro, é articulado com as demais universidades estaduais”, explica. Para o tesoureiro, o principal problema que esta defasagem nos salário acarreta é a saída de docentes de universidades estaduais para as federais. “Nosso salário está muito defasado em relação às universidades federais, para um doutor, por exemplo, é em torno de 18% a 20%. Na Unicentro, só no departamento de biologia nós perdemos nos últimos anos oito doutores, e os demais departamentos também vem sofrendo conseqüências dessa questão”.

Em 2011 houve um congelamento nos concursos e contratações de docentes nas universidadesfederais, mas a reabertura destes processos, previstos para o final deste ano e também para 2012 preocupam Denny Silva. “Se a gente entrar em 2012 com uma condição salarial ruim em relação às universidades federais, com a abertura de concursos, nós vamos mesmo ter uma saída muito grande de professores daqui das universidades estaduais”. Nesse sentido, há urgência para que haja uma agilização por parte do governo para assegurar o reajuste salarial e conter a evasão de docentes. “Isso faz com que nós estejamos realizando essa paralisação no dia 26 como uma forma de sensibilizar o governo para a necessidade de agilizar essa proposta de tal forma que ela entre em tempo hábil para ser discutida na assembléia legislativa ainda esse ano”, afirma Denny.



Segundo Denny, a paralisação é uma ação de advertência, mas poderá se transformar em greve mais forte

A decisão pela paralisação, que foi tomada em assembléia no dia 20 de outubro, representa uma atitude de urgência para a aprovação da proposta que começou a ser discutida já no começo do ano. “Esse processo não nasceu agora. Foi constituído um grupo de trabalho que reuniu os sindicatos, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Associação de Reitores e estamos negociando desde abril deste ano”, explica. A proposta, fechada em julho ficou estacionada. “Isso nos deixou muito preocupados porque temos urgência que esta proposta vá para assembléia legislativa, uma vez que neste momento está ocorrendo a discussão do orçamento para 2012, e se nossa proposta não entrar em tempo hábil na assembléia legislativa, não vai ter previsão orçamentária para ser implementada em 2012, jogando ela para uma perspectiva de 2013”.

Inicialmente a paralisação ocorrerá apenas na quarta-feira (26), Segundo o tesoureiro do Sindicato dos Docentes da Unicentro, se trata de uma paralisação de advertência. Porém, se o governo não sinalizar uma agilização nos tramites da proposta, provavelmente a ação irá se estender. “Aí muito provavelmente a gente vai ter que evoluir para o quadro de uma greve mais forte”, afirma. Para Denny não há como saber quantos professores irão aderir à paralisação. Porém ele afirma que o Sindicato tem conversado com os professores mostrando a gravidade da situação, a seriedade da proposta e a necessidade de que todos se mobilizem. “Se o governo não se sensibilizar para a paralisação, o ano que vem vai enfrentar uma situação muito difícil nas universidades. A evasão dos professores vai aumentar porque os concursos nas universidades federais vão ser reabertos e isso vai implicar em sobrecarga para os professores que permanecerem”.

Editado por Mario Raposo Jr.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Semana Acadêmica de Fisioterapia reúne acadêmicos, educadores e profissionais da saúde

Poliana Kovalyk

O Colegiado de Fisioterapia da Faculdade Guairacá está realizando sua primeira semana de estudos acadêmicos, com o tema “Fisioterapia: Novos Caminhos”.
A I Semana Acadêmica de Fisioterapia reúne acadêmicos, educadores e especialistas e, segundo Ernani José Zampier, um dos organizadores do evento, a semana tem por objetivo promover uma integração entre os profissionais da saúde e demais discentes e docentes de outras faculdades do município, além de proporcionar um aprimoramento técnico científico. “O intuito de tudo isso é sempre trazer o conhecimento pra dentro da faculdade, além daquilo que é ensinado em sala de aula. Também é trazer pessoas de fora, com outra visão, para mostrar um pouquinho o que acontece por fora da faculdade, do meio profissional pra atuação do profissional”.
O evento teve início neste final de semana, dias 15 e 16, com os minicursos “Diagonais de Kabat”, “Atuação prática do Fisioterapeuta na Uroginecologia” e “Oesteopatia”. Para os interessados em participar das palestras a serem proferidas durante a semana, as inscrições podem ser realizadas nos locais de evento, com valor de R$75 para profissionais e R$65 para acadêmicos.
Confira a programação das palestras, que serão realizadas no Centro Recreativo Guairacá, no Alto da XV:

Segunda-feira (17)
21h – Palestra “AFIC – a importância da associação para a Fisioterapia”, com o Dr. Willian Nogata

Terça-feira (18)
19h – Palestra “Obesidade Mórbida”, proferida pelo Dr. Luiz Fernando Rocha
21h – II Seminário de Pesquisa e Extensão e I Mostra de Invenções

Quarta-feira (19)
19h – Palestra “Abordagem fisioterapêutica em pacientes mastectomizados”, proferida pela Dra. Juliana Carvalho Scheleder.
21h – Palestra “Atuação da Fisioterapia Coloproctológica”, proferida pela Dra. Kelli Rizzardi Alves.

Quinta-feira (20)
19h – Palestra “Ventilação Mecânica”, com o Dr. Esperidião Elias Aquim
21h – Palestra “Influência das emoções no Controle Postural”, com o Dr. Luiz Pimentel

Sexta-feira (21)
19h – Palestra “Atribuições Profissionais – CREFITO” com a Conselheira Dra. Naudimar Di Pietro

Editado por Ana Carolina Pereira

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Resultado do vestibular da Unicentro sai amanhã (7)

Katrin Korpasch

O resultado do vestibular é sinônimo de muita expectativa para os alunos

Amanhã (7), às 17h, serão divulgados os nomes dos aprovados no vestibular de primavera 2012 da Unicentro. Segundo a diretora interina da Coordenadoria Central de Processos Seletivos da universidade, Maria Aparecida Mores Pinto, as provas realizadas entre os dias 18 e 19 de setembro tiveram mais de seis mil inscritos. “Foram 6512 candidatos para 825 vagas distribuídas em 34 diferentes cursos”.

O curso mais concorrido foi veterinária, no campus Cedeteg, com 31,65 candidatos por vaga. Ainda no Cedeteg, o segundo concurso com mais candidatos por vaga foi agronomia, com 21,95. No campus Santa Cruz, os campeões de concorrência foram publicidade e propaganda, com 17,5 candidatos por vaga, e administração/noite, com concorrência de 16,15. Em Irati, o curso de psicologia ficou com 20,33 candidatos para cada vaga, e administração 15,31.
“A lista de aprovados poderá ser conferida no site da Unicentro e pela rádio Universitária. Também encaminharemos os resultados para a imprensa local”, completa a diretora. Confira o resultado amanhã pelo link www.unicentro.br/vestibular/primavera.

Editado por Helena Krüger

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

II Siepe termina hoje na Unicentro

Katrin Korpasch

Hoje é o último dia da II Siepe (Semana de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão) na Unicentro. O evento começou na terça-feira (27). Segundo o coordenador geral do II Siepe, professor Ricardo Yoshimitsu Miyahara, o evento envolve as três áreas que compõe uma universidade. “A Siepe é uma semana de integração de ensino, pesquisa e extensão. Toda universidade, para ser considerada uma universidade, precisa ter estas áreas. Essa é a grande importância do evento, de mostrar que a Unicentro desenvolve trabalhos de pesquisa, ensino e extensão”, explica.
Para o coordenador, a II Siepe proporciona que os alunos e professores da Unicentro possam participar, apresentar seus trabalhos e se atualizar sobre o que está sendo feito em termos de ensino, pesquisa e extensão dentro da universidade. Mas o compartilhamento desse conhecimento vai além. “O evento é realizado em três dias para proporcionar a participação de todos os alunos, além disso, a Siepe não engloba só a Unicentro. Como a Unicentro aborda toda a região centro-sul do Estado, então a gente tem participação de outras faculdades, universidades e até os professores e alunos do ensino médio da região”.
Este ano, a Siepe teve cerca de 6.000 inscritos, e 1.300 trabalhos técnico-científicos em ensino, pesquisa e extensão submetidos. “Então é um bom público que está participando, é um evento muito grande”, completa o coordenador.

Editado por Bárbara Brandão

domingo, 10 de julho de 2011

Férias na unicentro afetam o comércio local

Hilva Nathana

Depois de muitas provas e trabalhos chega o final do semestre e a tão esperada férias. Os alunos e professores se despedem da universidade por algum tempo. Enquanto ocorre isso a universidade fica vazia.

E quem realmente sente esse vazio é o comercio local, Nelton Vieira, dono de uma fotocopiadora, próxima a Unicentro, descreve a falta que os estudantes fazem nessa época. “A gente abre o estabelecimento só durante o dia, a partir das 09h até ás 18h e, nesse período fechamos para o almoço o que não é normal acontecer quando tem aula. Durante as férias passada eu tentei abrir a noite, mas não apareceu uma viva alma, por aqui fica tudo deserto. Nós ficamos aqui por causa de poucos clientes de empresas, porém quem move a economia no xérox são os universitários, contribuem com cerca de 90%, por isso dependemos diretamente dos acadêmicos.”

Sem o barulho dos estudantes a dona Sirle Rodrigues, sente a falta que os estudantes causam na sua lanchonete “O movimento cai consideravelmente, apesar de ficar tudo parado nós abrimos mesmo assim, mas não é a mesma coisa porque os alunos proporcionam uma renda a mais e alegram mais o ambiente”.

Não é só o xérox e as lanchonetes que tem o comercio afetado com o recesso da universidade, os mercados e nine-mercados, restaurantes, academia e quiosques também. A funcionária do quiosque da Unicentro, Clara Lucia Lopez, ressalta que nem vale à pena abrir nesse período. “nós fechamos o quiosque quando os acadêmicos entram de férias e voltamos quando eles voltam.” Para esses comerciantes as férias não são conveniente, é o lado negativo do recesso. Além da renda ser alterada o ambiente fica silencioso dando espaço para a saudade das companhias dos estudantes que pretendem voltar só dia 25 de julho.

Nesse mesmo clima de recesso, o Ágora Online decidiu tirar férias também, já que os produtores do blog são acadêmicos e merecem férias, nós nos despedimos de você leitor, por duas semanas, voltaremos a partir do dia 25 de julho com a equipe descansada e pronta para produzir mais matérias factuais e novas matérias especiais. Portanto boas férias! E até logo.

Editado por Yorran Barone

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Congresso na Unicentro discute Educação a Distância

Katrin Korpasch

Estão abertas as inscrições para o “Congresso de Educação a Distância” que acontece entre 27 e 28 de setembro na Unicentro. O evento tem como objetivos discutir as práticas e promover pesquisas e estudos sobre a modalidade de ensino. Segundo a coordenadora da UAB (Universidade aberta do Brasil) e diretora do núcleo de educação a distancia da Unicentro, Maria Aparecida Crissi Knüppel, a concepção do congresso aconteceu em um grupo de pesquisa sobre a Educação a Distância (EaD). “O nosso congresso de Educação a Distancia vem de uma iniciativa do nosso grupo de pesquisa em que nós estamos discutindo esta modalidade de ensino”.

A diretora afirma que esta modalidade de ensino vem mostrando a sua importância, e está crescendo cada vez mais. “A Educação a Distância tem uma grande importância, não só pela disseminação do conhecimento, levá-lo a pessoas que não teriam essa oportunidade de acesso, como uma forma de democratização, mas também para que os professores e profissionais encarregados da educação, ou outras pessoas que trabalham não só na educação, mas que usam tecnologias de informação e comunicação possam estar trabalhando”. Por tudo isso, o congresso pretende divulgar ainda mais a EaD. Para Maria Aparecida o conhecimento das técnicas e da própria EaD é importantíssimo para os educadores em geral. “Não se concebe hoje que os nossos professores, de forma geral, não conheçam as tecnologias de informação e não possam utilizar isso em proveito do processo de ensino e aprendizagem”.

O congresso pretende reunir experiências e aprendizados relacionados à EaD. “A idéia é nesse congresso estar disseminando nosso trabalho de Educação a Distancia, teremos a participação de alunos, que estarão colocando seus trabalhos e também a participação de professores. Teremos vários profissionais ligados à educação a distância do país, que estarão colaborando conosco”. No evento ocorrerá também o lançamento da primeira edição de uma revista de Educação a Distancia, vinculada ao âmbito de pesquisa. “A comunidade em geral está convidada a participar, nós já estamos com um universo bastante significativo de inscritos, e a idéia é que professores, nossos tutores, os nossos alunos e quem realmente também pesquisa de outras universidades, alunos de outras universidades, que pesquisem em relação à educação a distancia estejam participando conosco.”

EaD na Unicentro

Outra meta do congresso é discutir a EaD na Unicentro, Maria Aparecida afirma que o ensino a distância começou a ser implantado na universidade em 2004. “Na nossa instituição a educação a distancia já está praticamente consolidada, foi uma tarefa árdua. Havia muita resistência pela comunidade acadêmica em relação à modalidade, acreditava-se uma época que ela viria a substituir o ensino presencial, mas essas questões foram diminuídas aos poucos e a gente vê que a educação a distancia tem muita qualidade, tanto quanto a educação presencial, e que de forma nenhuma ela vai substituir a educação presencial”, explica.

A Unicentro oferece cursos de EaD também em bacharelado, mas segundo Maria Aparecida os trabalhos estão sendo concentrados nas áreas de cursos seqüenciais. “Estamos nos dedicando cada vez mais à educação continuada, ou seja, em cursos que atendam a comunidade, cursos de curta duração, de aperfeiçoamento, e cursos de especialização”. O ensino a distância vem atraindo muitos alunos. “A EaD está tomando um rumo bem grande na nossa universidade, hoje nós temos cerca de 6 mil alunos na educação a distancia e o universo da equipe que trabalha na área é compostos por mais de 700 pessoas”, finaliza.

As inscições para o congresso custam R$ 20 e estão abertas até 21 de agosto para interessados em apresentar trabalhos e até 18 de setembro para ouvintes.

Editado por Yorran Barone

domingo, 3 de julho de 2011

Sesc abre inscrições para Colônia de Férias

Bárbara Brandão

O Serviço Social do Comércio (SESC) esta com as inscrições abertas para as atividades de Colônia de Férias do período de recesso escolar. Crianças de 05 a 12 anos podem participar das atividades que vão de 11 a 22 de julho, das 13h30 às 17h30. Os valores custam R$25 e para dependentes de comerciantes R$16.

Todas as atividades são auxiliadas por profissionais de educação física e pedagogia. Estas atividades tem objetivo educativo, com oficinas de reciclagem, jogos intelectivos, entre outros.

No momento da inscrição, os materiais que os pais devem levar a recepção do SESC são: RG, CPF, comprovante de residência, e documentos da criança que vai participar.

“Nos períodos de janeiro e julho, o SESC promove atividades recreativas para as crianças que estão em recesso escolar. A grande maioria destes participantes já estiveram conosco no início do ano” Comenta a orientadora das atividades Janete de Almeida.

Editado por Yorran Barone

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A consolidação do Moodle

Não tão velho nas redes, a plataforma é o sistema de aprendizado online de maior participação no mercado internacional

Yorran Barone

Com o intuito de apoiar e minimizar as trocas de informações e atividades por professores e alunos foi desenvolvida a plataforma Moodle. O meio é um aplicativo criado para auxiliar educadores que trabalham com cursos online ou para dar suporte a disciplinas presenciais, proporcionando a utilização de diversificados recursos.

A plataforma possui variadas funções. A troca de tarefas faz com que os alunos enviem informações e dados pela internet. O “chat” é a atividade que permite a comunicação em tempo real. A “enquete” possibilita aos professores a criação de perguntas com diferentes respostas para obter uma média opinativa dos alunos, e o fórum, caracteriza-se por diálogos e discussões sobre determinados temas.

Deste modo, fica claro que a criação do sistema visa aproximar os indivíduos no meio cibernético. Porém, o uso da mesma pode causar estranhamento no primeiro contato e tem quem “quebre a cabeça” para se adaptar a esta nova forma de linguagem, como revelou a professora Almeri Fátima Gomes Hazt: “Não sabia nem o que era, como funcionava, em que deveria mexer. Era tudo novidade, apesar de já dominar muitos comandos do computador. No inicio do curso fiz uma atividade e na hora de enviar não encontrei a janela “procurar", ou se encontrei não sabia que era por lá que enviava. Liguei para colegas pedindo informações, demorei duas horas para postar a atividade, mas consegui”.

Entretanto, há pessoas que aprendem facilmente os comandos, é o caso do acadêmico de Ciências da Computação da Unicentro, Andre Felipe Rosa. Para ele, a facilidade reside na clareza da pagina online. “É simples localizar todos os links, creio que no primeiro olhar pode-se confirmar a praticidade, tanto que nunca tive problemas. É tão fácil que não vejo pontos que necessitem melhora”. A própria Almeri, que teve algumas dificuldades momentâneas, não demorou muito para decifrar os códigos da plataforma: “Em três semanas já trabalhava numa boa, sem problemas”.

Com o advento da tecnologia, a utilização do Moodle sofreu algumas adaptações e educadores presenciais notaram algumas vantagens neste método. O professor universitário e Coordenador de Tecnologia e Informação da Unicentro, Marcos Bronoski, elenca alguns pontos que merecem significativo aproveitamento pelos professores destes cursos: “A utilização deste tipo de ambiente nos cursos de graduação rompe as restrições físicas e de horários que as aulas presenciais impõem, facilita a comunicação com os alunos, possibilita a elaboração e disponibilização de diferentes tipos de conteúdo”.


O professor Marcos Bronoski afirma que a utilização deste tipo de ambiente nos cursos de graduação trouxe benefícios significativos

A prática cibernética, apesar dos proveitos, ainda não é unanimidade por quem, obrigatoriamente, tem que trabalhá-la como destacou Claudio Andrade, professor do Departamento de Filosofia da Unicentro: “Nós, professores vinculado às Ciências Humanas, esboçamos certo preconceito às práticas tecnológicas à distância. No entanto, quando nos deparamos com a eminência de executá-las repensamos nosso posicionamento anterior. Concordo com a afirmação de que o sistema hoje é eficaz, pois consegui ter um retorno positivo por parte dos envolvidos."

É fato que a plataforma consolidou-se na atuação online, tanto que algumas universidades limitam-se a utilizar o Moodle em toda sua estratégia de educação a distância. “A Internet possibilitou a difusão do conteúdo de uma maneira muito mais acentuada e essa conectividade afetou de maneira positiva a disseminação do ensino de educação à distância. Esse é um caminho sem volta e cabe a nós, professores e alunos, darmos o melhor para não perdermos a oportunidade”, finalizou o Coordenador Marcos Bronoski.

Histórico do Meio

Desenvolvido por volta dos anos 90, pelo, então, Webmaster da Curtin University of Tecnology, Martin Dougiamas, o Moodle surgiu visando intermediar a educação pela internet, rede pouco utilizada para estes fins. Estes atributos demonstram que a plataforma é um sistema LMS, Learning Management System, de software livre, ou seja, um meio de gestão do ensino e aprendizagem.

Em 2003, foi criada a empresa moodle.com para dar suporte adicional, em termos comerciais. Deste modo, a plataforma “dividiu-se” em fundação (moodle.org) e instituição, que proporcionam desenvolvimento de software, tradução do sistema em diversos idiomas e apoio profissional para instalação e utilização.

O Moodle é a plataforma de maior participação no mercado internacional, com 54% de todos os sistemas de aprendizado online, totalizando 25 mil instalações, 360 mil cursos, aproveitados por mais de quatro milhões de alunos em, cerca de 155 países.

Editado por Ellen Rebello

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Prouni abre inscrições a partir de hoje (20)

As bolsas são para jovens com renda familiar 1,5 salário por pessoa

Ana Carolina Pereira

Criado no ano de 2004, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece a oportunidade de ensino superior para alunos de baixa renda, com bolsas em instituições privadas. A partir desta segunda feira (20) começam as inscrições para o processo seletivo do segundo semestre de 2011.

Ainda não foi divulgado pelo Minísterio da Educação o número de bolsas. Mas, para concorrer o candidato deve ter cursado o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento privado com bolsa integral. Outro requisito importante é a participação do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. As inscrições são realizadas exclusivamente pela internet até as 23h59 do dia 24 de junho.

Ao inscrever-se, o candidato pode escolher até três opções de curso e instituição diferentes. O resultado dos pré-selecionados em primeira chamada está previsto para o dia 27 de junho. Havendo ainda mais duas chamadas, nos dias 12 e 25 de julho, para preencher as vagas remanescentes. Para os interessados em mais informações o site é prouniportal.mec.gov.br

Editado por Vinicius Comoti

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Alunos de jornalismo da Unicentro são premiados no “Sangue Novo”

O prêmio tem como objetivo principal reconhecer as melhores produções acadêmicas do curso, no Paraná

Yorran Barone

Na noite desta quinta-feira (9), em Curitiba, ocorreu a entrega do 16º Prêmio Sangue Novo de Jornalismo, na qual acadêmicos da Unicentro foram premiados.

As turmas concorreram em duas categorias e levaram dois prêmios. O “rádio É”, produzido pelos alunos do 2º ano de jornalismo e orientado pela professora Layse Nascimento, conquistou o terceiro lugar na modalidade Radiojornal Laboratório.

Já o “Perspectiva” ficou em terceiro lugar na categoria Telejornal Laboratório. O programa foi uma produção dos estudantes do 4º ano de jornalismo e orientado pelo docente Anderson Costa.

Para Jeferson Luis, acadêmico do 4º ano, esta conquista foi reflexo do bom trabalho desenvolvido pela equipe participante. “É um reconhecimento pelos nossos esforços. Todos estiveram empenhados durante o ano letivo, correndo atrás das reportagens”, comenta. “E se ficamos em terceiro, devemos ter os “pés no chão” e continuar estudando. Temos de manter o foco, porque ainda há o que melhorar”, completa.

O Sangue Novo, que é promovido pelo Sindicato de Jornalistas do Paraná, tem como objetivo principal reconhecer as melhores produções acadêmicas do curso em todo o Estado. Nesta edição, foram inscritos 207 trabalhos.

Editado por Gabriela Titon

sábado, 4 de junho de 2011

UTFPR é sinal de desenvolvimento para moradores

Poliana Kovalyk

O Campus Guarapuava da UTFPR iniciou suas atividades no dia 28 de fevereiro deste ano e está instalada provisoriamente em um dos blocos do Campus Santa Cruz, da Unicentro. São 84 novos estudantes vindos de diversos estados do Brasil, divididos nos cursos de Engenharia Mecânica e Sistemas para Internet, cursos pensados exatamente para atender a demanda da região.

Há menos de um ano a Universidade Tecnológica está em Guarapuava, e apesar do pouco tempo, expectativas surgiram entre os moradores dos bairros Xarquinho e Primavera, que é onde a nova universidade se instalará. Os moradores esperam que, com a vinda da UTFPR, venha com ela não só os estudantes e suas quitinetes, mas também venha desenvolvimento e crescimento para seu bairro.

Especulação já existe entre moradores que começaram a reformar casas pensando no crescimento do seu bairro e na valorização de seus imóveis

Os moradores ainda não estão bem certos de que a Universidade irá se instalar ali mesmo porque, para eles, isso é apenas um comentário. Dircélia Neves, moradora do bairro há seis anos, soube por sua filha, e acredita que isso beneficiará o lugar onde eles vivem. “Eles anunciaram no colégio da minha menina faz uns quinze dias por aí, e isso vai trazer benefícios para nós porque não temos posto de saúde, nós não temos creche, não temos nada praticamente. A única coisa que nós temos é uma igreja, e igreja de madeira ainda”, afirma a moradora.

A diarista Roseli Machado da Rosa, também está otimista. “Tem muita coisa pra melhorar aqui. Há muitas pessoas que estão comprando casa para morar ou alugar para as pessoas que vêm, mas aqui não tem asfalto, não tem esgoto, tem bastante coisa por fazer. O comentário é que prometem fazer tudo isso”.

Desde já, a busca por casas e terrenos na área aumentou significativamente e encontrar esses imóveis à venda próximo ao terreno onde será construída a UTFPR não é tarefa das mais fáceis. São pessoas que querem investir em construções agora, pensando em alugar para os futuros estudantes, e até mesmo os próprios moradores já começam a reformar suas casas, pensando na valorização de seus imóveis. “Antes sempre tinha casa para vender, ninguém se interessava em comprar terreno porque não tem escola, não tem posto, e muita gente comprava e já vendia indo para outro lugar. Agora não, ninguém mais quer vender e quando quer vender é por um preço bem mais alto”, conta Roseli. “É difícil o dia que não passa aqui duas ou três pessoas, à procura de casa e terreno para comprar. Tem um senhor que já comprou uns quatro terrenos aqui na vila. Agora você já não encontra mais casa para comprar, o que tem está vendido e quem tem não quer vender”, explica a moradora Dircélia que, desistiu de procurar casa para a filha no bairro.

A dona de casa Mercinda Calisto Gonçalves soube pela rádio que a instalação da nova universidade ficaria bem próximo à sua casa, motivo de sua alegria e comemoração. “Eu escutei pela rádio e todo mundo fala, mas se é verdade eu não sei. Tem muita coisa para melhorar, mas se vir pra cá mesmo, daí o nosso bairro vai melhorar!”.

João Paulo Aires, diretor geral do Campus Guarapuava afirma que a doação do terreno para o Campus Guarapuava foi concretizada na última quarta-feira (25), e assim que a escritura seja assinada pelo reitor, Carlos Eduardo Cantarelli, as obras poderão ser iniciadas. “Se conseguirmos iniciar as obras entre julho e agosto, a previsão é de que em 2013 já estaremos na nossa sede própria”, afirma João Paulo.

Plano-diretor já está pronto, apenas à espera da concretização da doação do terreno

Segundo o diretor geral, todo o planejamento da estrutura já está pronto, apenas esperando a liberação do terreno para o início da construção, que contará com três blocos de forma imediata para receber os 84 alunos e também outros alunos que virão. Acreditando no ensino especializado da UTFPR, o diretor afirma que esse diferencial irá permitir um avanço maior em questões de desenvolvimento urbano, atraindo novas empresas para a região. “A nossa universidade tem uma característica bem marcante nas cidades onde está instalada. São 12 atualmente em que o desenvolvimento para a cidade foi muito grande. Nós temos um ensino especializado, fundado no tecnológico que é o diferencial, e ele vai permitir um avanço muito maior, chamar novas empresas para se instalar aqui. Isso é o que deu pra perceber nas outras cidades em que a UTFPR tem atuação”.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Acadêmicos da Unicentro são premiados em evento de comunicação

Nathana D'Amico

A Universidade Estadual do Centro-Oeste, pelo quarto ano consecutivo, obteve vitória no Expocom Sul (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação). Neste ano o projeto premiado foi o documentário Contando um segredo, produzido na disciplina de projetos experimentais e orientado pela professora Ariane Carla Pereira. A pesquisa registrou a memória popular

Os alunos envolvidos no projeto, Carla Abe, Camila, Glarin Bif e Rogério Camargo, mostraram a relação da fábrica Leecher S.A celulose com os moradores de Foz do Jordão na década de 1950. A fábrica, nessa época, chamava-se Segredo e, além de ter representado um desenvolvimento significativo para a região, acabou despertando o imaginário popular. Com isso houve o surgimento de várias lendas a respeito dela.

Gravações de "Contando um Segredo"

Segundo Glarin, a idéia de produzir esse documentário foi fruto de uma curiosidade de quando ainda era criança. “Desde pequena, na escola, sempre escutei histórias sobre a Leecher. Então, quando a professora Ariane nos propôs o projeto, pensei logo na fábrica, comentei com os meus colegas e eles apoiaram”.

O Expocom Sul é parte do evento Intercom realizado anualmente, nesta etapa regional sul, os vencedores são classificados para o evento nacional, que este ano acontece em Recife – PE, no mês de setembro.

Editado por Luciana Grande

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Clube de Cinema exibe o filme “Violência Gratuita”

Bárbara Brandão

O Clube de Cinema da Faculdade Campo Real realiza, pela segunda vez, no próximo sábado (28), a amostra do filme “Violência Gratuita” (título original: Funny Games). Sob a direção de Michael Haneke, o longa-metragem mescla cenas de drama, suspense e terror. Estão no elenco, Susanne Lothar, Ulrich Mühe, Arno Frish, Frank Giering, entre outros.

No Final da exibição, haverá espaço para discussões sobre o filme. O professor Wyllian Correia conta como foi feita a escolhas desses filmes. “Esse processo foi discutido entre os professores, em respeito de fazer um recorte temporal para sair um pouco daquela coisa dos clássicos do cinema, que geralmente é o cinema básico americano. Com as discussões, a propostas que se chegou é de filmes da década de 90 para cá”.

O projeto é aberto para a comunidade. Acadêmicos que desejam receber certificado de três horas complementares devem pagar o valor de R$1 na entrada.
Local: Salão Nobre da Campo Real
Horário: 15h

Editado por: Katrin Korpasch

terça-feira, 24 de maio de 2011

Abertas as inscrições para Concurso de Fotografia na Unicentro

Yarê Protzek

Começaram no dia 17 de maio e vão até 29 de junho as inscrições para a quarta edição do Concurso de Fotografia da Unicentro. Elas são gratuitas e podem ser realizadas na Dirc (Diretoria de Cultura) do campus Santa Cruz, na Divisão de Extensão e Cultura dos campi Irati e Cedeteg e também nos protocolos dos campi de Chopinzinho, Laranjeiras do Sul, Pitanga e Prudentópolis.

Promovido pela Diretoria de Cultura da Unicentro, o concurso é voltado para professores, agentes universitários, estagiários e acadêmicos da universidade. O tema dessa edição é “Os Meios de Transporte e o Homem”. A escolha do tema pretende dar ênfase nas diferentes fases dos meios de transporte que o homem já utilizou, levando em consideração fotos de transportes terrestres, aquaviários ou aéreos de qualquer época.

A premiação será feita em duas modalidades, a técnica e popular. Do dia 9 a 19 de agosto serão feitas as exposições dos classificados para o voto popular. Os três primeiros classificados de cada modalidade receberão prêmios doados pela Receita Federal do Brasil.

A ultima edição teve a classificação de cerca de 25 pessoas. Cristian Ciquelero, da Dirc, comenta que “o objetivo do concurso é dar oportunidade para os que gostam de fotografia expor suas artes”. Para acessar o regulamento e obter mais informações é só acessar o site: http://www.unicentro.br/concursodefotografia2011/


Editado por Katrin Korpasch

Inscrições para o Programa Paraná Alfabetizado terminam nesta quarta (25)

Helena Krüger


As vagas oferecidas são para o coordenador do programa e para alfabetizador

Amanhã (25) é o último dia para professores e pedagogos se inscreverem para participar do Programa “Paraná Alfabetizado”. Os interessados podem realizar as inscrições no Escritório Regional de Educação de Guarapuava, que funciona das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, na Rua Pedro Alves nº 104 no Centro. O interessado deve apresentar fotocópia do RG, CPF, comprovante de escolaridade e de endereço para preenchimento da ficha de inscrição. Também é importante apresentar o comprovante de vínculo funcional com a Rede Pública Estadual ou Municipal de Educação, se for o caso.


Adriana Cristina Pinto, que responde pelo programa no Escritório da SEED na cidade, informou que a exigência para se inscrever como alfabetizador é no mínimo ter concluído nível médio com habilitação em Magistério, ou estar matriculado na 4º série do curso. Já para se inscrever como coordenador é necessário ser formado em Licenciatura Plena ou em Pedagogia. O alfabetizador precisará trabalhar 12 horas semanais, sendo 10 horas com os alunos e 2 horas em reuniões pedagógicas. Para esse trabalho será oferecido uma bolsa mensal de R$ 288,00. Mais informações pelos telefones (42) 36217629 e 36275218.

O Programa
Segundo Adriana Pinto, o projeto “Paraná alfabetizado” oferece novamente a oportunidade para pessoas com mais de 15 anos e idosos que não se alfabetizaram no período escolar padrão. “Esse trabalho funciona desde 2004 e tem como objetivo a erradicação do analfabetismo nos 399 munícipios do Estado”. O programa é desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com o MEC no Programa Brasil Alfabetizado.

Em Guarapuava, o chamamento para os alunos será entre os dias 4 e 6 de junho. As turmas na cidade terão no mínimo 14 alunos e no máximo 25, a duração do programa é de 8 meses com 10 horas de aulas semanais.


Editado por: Katrin Korpasch

sábado, 21 de maio de 2011

Projeto Jovens em Ação comemora 10 anos

Katrin Korpasch


Desde o final de 2000 as crianças e adolescentes de famílias de baixa renda de Entre Rios têm a oportunidade de aprender, obter uma formação e criar novas expectativas de vida. O que oportuniza tudo isso é o “PROJEÇÃO - Projeto Jovens em Ação”. Ele surgiu com força há 10 anos, apoiado por comunidades religiosas, escolas, empresas, voluntários da própria comunidade e pela Associação de Senhoras Beneficentes de Entre Rios e esse ano será cheio de surpresas. “Vamos fazer do ano de 2011 um ano de comemoração: com eventos, reunião de ex-alunos e muito mais”, explica a coordenadora do Projeção Mirian Ratz.

Em maio de 2001 o projeto foi assumido juridicamente pela Associação, e foi registrado no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. A partir de então, ele passou a ter também o apoio da Prefeitura de Guarapuava, que contratou a pedagoga Cristiane Zuber para atuar no projeto. Naquele ano os parceiros do Projeção começaram uma campanha para angariar fundos para a construção da sede do projeto. “Até então as oficinas funcionavam em diferentes locais. As atividades eram realizadas na Casa das Irmãs Mercedárias, na Associação de moradores e no Colégio Estadual Dom Pedro I”. Com o dinheiro em mãos começou a obra.

Com 15 oficinas e 112 alunos matriculados, foi inaugurada a sede em 2002. “Depois disso, a comunidade foi se envolvendo cada vez mais com essa causa e o número de alunos, voluntários e oficinas foi aumentando”, diz Cristiane. Com esta situação o espaço físico do projeto ficou pequeno. Com o apoio da Prefeitura a ação social passou a receber recursos do FIA- Fundo para a Infância e Adolescência. Assim, foi possível começar uma nova etapa do projeto, a construção de uma sede maior, que possibilitou uma maior participação e envolvimento da comunidade no Projeção. Em 2005 o novo prédio foi inaugurado.

Agora, 10 anos depois, os números deram um salto: são 429 alunos matriculados, 270 famílias atendidas, 77 voluntários e mais 25 membros no conselho social do projeto, além de funcionários e estagiários. De segunda a sábado são ofertadas oficinas de trabalhos manuais, esportes, cultura, informática, yoga, culinária e reforço escolar. Há também outras atividades internas como parceria com centros esportivos e realização de competições esportivas, por exemplo. E ainda atividades externas que envolvem toda a comunidade como realização de eventos e participações em festas. “Quando o projeto surgiu, a ideia era tirar as crianças da rua, dar a elas um espaço para aprender e conviver com outras crianças. Até hoje o projeto não deixou de ser esse espaço. Mas o mais importante, depois de 10 anos, é que o Projeção está muito mais maduro, tendo uma concepção diferente. Agora, até os 14 anos os alunos participam mais de oficinas de esportes, música, artes. Depois dessa idade nós procuramos direcioná-los para os cursos de preparação para o mercado de trabalho”, explica a coordenadora Mirian Ratz. “O projeto firmou parcerias com empresas de cursos profissionalizantes, de línguas, colégios e outras entidades que têm essa visão social e querem investir em trabalhos que dão certo”.


Além de todas estas atividades já mencionadas, o Projeção também oferece uma atividade familiar. Ao fundo da sede do projeto há canteiros, hortas para que as famílias dos jovens possam plantar legumes e verduras. Para complementar, o projeto ainda oferece atendimento psicológico para pais e filhos. “Oferecemos para eles novas expectativas de uma vida melhor, que às vezes, os pais ou avós não tiveram. Uma oportunidade de crescer, de sonhar também. Temos um contato muito grande, em nossa comunidade, com a criminalidade e o uso de drogas é altíssimo. Então convivemos com famílias que têm essas dificuldades. Poder olhar para um jovem e ver que ele conseguiu tomar um rumo deferente, é uma vitória”. Mas para que isso aconteça cada vez mais, o projeto vem se preocupando com a família desses jovens. Além dos cursos e oficinas, o projeto realiza um trabalho pedagógico de acompanhar toda a família. Saber como ela vive. “O contato com a família é fundamental para haver uma melhora. Porque se a gente trabalha com o jovem aqui, mas na família continua tudo igual, nada muda”, revela Mirian.

Este projeto com certeza mudou e está mudando para melhor a vida dos mais de 3000 jovens que já participaram durante esses dez anos. “Nossa maior conquista é saber que se desses 3000 adolescentes que passaram pelo projeto nos 10 anos já conseguimos muita coisa. A gente não consegue 100% mas nós damos a oportunidade”, conclui.