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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nomes de ruas: o que eles representam, afinal?

Katrin Korpasch

Na matéria anterior terminamos o nosso passeio, nossa rota por algumas ruas guarapuavanas. Nesse trajeto, que resultou em 13,7 quilômetros e 20 ruas percorridas, pode-se perceber que nossas vias homenageiam pessoas que participaram da história da cidade, do Paraná, do Brasil, e até do mundo (lembre-se que logo no começo da rota passamos pela rua Albert Eistein!). Figuras conhecidas que, de alguma maneira, bem ou mal, construíram sua parte na história, e hoje estão presentes em nosso dia-a-dia.

Os nomes de muitas ruas homenageiam personalidades da história

Porém por outras ruas não conseguimos passar, as pessoas nela homenageadas não têm seus nomes em livros e nem são conhecidos por historiadores. É nesse sentido que a série “As ruas de Guarapuava” propõe refletir. Por que vereadores decidiram nomear ruas com nomes de pessoas pouco conhecidas? Pode se tratar de reflexos de relações de poder? Ou será que são homenagens a cidadãos comuns, que também compõe a história da cidade, como propunha o professor de história da Unicentro, Ariel Pires na segunda matéria da série? E no caso de personagens conhecidos, qual é o critério de escolha? “Guarapuava, por exemplo, tem nomes de ruas de pessoas que nunca estiveram aqui, que eu não sei se fizeram alguma coisa por Guarapuava. É até falta de informação de pesquisar a vida daquela pessoa, ver se ela merecia mesmo homenagem nesse local, isso eu acho que cabe questionar sim. Nós temos em Guarapuava a rua Saldanha Marinho, o Saldanha Marinho nunca ouviu falar em Guarapuava, então pode ser que houve um erro de avaliação nesse sentido. Os vereadores demonstram pouco caso em relação a isso, eles querem homenagear alguma família, que na sequência vai lhe render votos”, comenta o professor.
Nesse sentido, cabe o último desafio da série, você mora em uma rua que leva o nome de alguma pessoa? Sabe quem ela foi ou o que representou? Comente!

Editado por Luciana Grande

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

V Espetáculo de Balé é realizado em Guarapuava

Bárbara Brandão

Há cinco anos, Guarapuava é presenteada com um espetáculo de balé formada por alunos da rede municipal. São aproximadamente 280 bailarinos mirins que ensaiam durante o ano para realizar duas apresentações. Este ano, o tema do Espetáculo é a história da Cinderela, sendo apresentada no sábado (19) e domingo (20) no Pahy centro de eventos.

Com inicio às 20 horas, no sábado foram vendidos convites por R$5,00, que foram destinados a 32 entidades de Guarapuava. Hoje, a entrada é franca. O público compareceu em peso no primeiro dia do evento. Cerca de três mil pessoas prestigiaram o belíssimo espetáculo, realizado pelos Núcleos Culturais da Prefeitura Municipal de Guarapuava.

Além das crianças da rede municipal, o espetáculo contou com a presença de alunos do curso de Arte e Educação da Unicentro, Bailarinos do Teatro Guaíra, Cia Arte e Manha, entre outros bailarinos convidados.

A cada dois anos, o espetáculo muda o tema, para este ano a história escolhida foi a da cinderela

David Felchak, um dos diretores artísticos, comenta que uma arte como essa não tem muito no Brasil e em Guarapuava existe. “Com a peça nós quebramos o tabu de que somente meninas fazem balé. Diversos meninos participaram desse espetáculo”. A peça também mostrou, durante a procura do príncipe pela cinderela, característica de alguns países no qual ele visitou a procura da dona do sapatinho de cristal. “O espetáculo também trouxe uma cultura maior, quem não conhecia a cultura dos países apresentados, com a peça pode conhecer”, afirma o diretor artístico.

Editado por Vinicius Comoti

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Última parada


Katrin Korpasch

Continuamos nosso trajeto na rua XV de Novembro, até dobrarmos a direita na rua Euclides da Cunha, nome que homenageia um grande escritor brasileiro. A partir de 1888 Euclides da Cunha passou a fazer parte do jornal o Estado de São Paulo, para o qual mandava suas reportagens sobre a Guerra de Canudos. Assim, escreveu sua obra, Os Sertões.

Da rua Euclides da Cunha passamos para a rua Alcione Bastos, o primeiro aviador de Guarapuava, um dos primeiros do Paraná. Ele nasceu em 1912 e faleceu em 1944 em um acidente quando comandava uma aeronave em Salvador. Voltamos a Alcione Bastos depois de um rápido desvio pela rua Coronel Saldanha (veja o por quê no mapa abaixo).

Coronel José de Freitas Saldanha nasceu em 1841 e faleceu em 1898. Foi presidente da Câmara, juiz de paz, prefeito e deputado provincial.


Da rua XV até a Alcione Bastos, um aviador em nome de rua


Coronel Saldanha viveu em Guarapuava entre 1841 e 1898

Retomamos o passeio com uma conversão à direita para chegar até a rua Pedro Siqueira, que foi um fazendeiro, bandeirante e político importante em Guarapuava. Ele era o dono do escravo Belmiro de Miranda, sobre o qual já falamos em nossa série. Todas as ruas pelas quais passaremos hoje apresentam, na maior parte de sua extensão, atividades comerciais, já que passam basicamente por áreas mais centrais da cidade.

Depois disso tomamos a rua Capitão Frederico Virmond. Capitão Virmond foi um carioca que veio para Guarapuava em 1852. Aqui exerceu vários cargos, foi delegado, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual e vice-presidente do estado. Além disso, foi um empresário, fundou a “Sá Virmond e Cia” em 1860, a primeira grande companhia da cidade. Na loja eram comercializados chapéus, tecidos, armas, armarinhos, entre outros. Virmond também se dedicava ao comércio de animais em larga escala, fundou o Sítio Santa Maria, no qual cultivava grandes quantidades de cana de açúcar e algodão.

Tomando a Capitão Frederico Virmond

Com 3,6 km, a rua Capitão Frederico Virmond se estende do Bairro Santa Cruz até o Alto da XV

Chegando novamente ao Bairro Santa Cruz, do qual partimos no começo de nosso passeio, passamos pela rua Engenheiro Antonio Rebouças. Segundo o professor de História da Unicentro, Ariel Pires, no começo do século XX foram criadas muitas ruas (e também municípios) com nomes de engenheiros, construtores das estradas de ferro e das rodovias do Paraná. “Na ótica de quem deu nomes às ruas foram pessoas que trouxeram progresso”, explica. Antônio Rebouças foi um destes engenheiros.

De volta à Afonso Botelho, no Bairro Santa Cruz

A seguir voltamos para a rua Afonso Botelho, perto de onde partimos. E assim chegamos ao final de nossa rota. Confira na última matéria da série o balanço final deste passeio.

Editado por Poliana Kovalyk

domingo, 13 de novembro de 2011

Ultrasom: banda guarapuavana reúne profissionais...


Yarê Protzek

Formada na década de 90, a banda Ultrasom conta com 6 integrantes: um músico, um policial e três médicos. Eles são Orlando Belim Junior - contra Baixo e nefrologia, Rosely Matsubara - teclado e intensivista, Marcos Tenório Gomes - bateria e traumatologia, Cleves Nelson Ida - músico, Joanez Gaspar - vocal/violão base e funcionário público estadual e Ernane Campos - guitarra e cardiologia.
A formação se deu em um show de talentos da Associação Médica de Guarapuava. Orlando, conta que “tudo começou quando alguns colegas médicos, que tinham alguns talentos escondidos, tocavam algum instrumento ou cantavam e começaram a se reunir de brincadeira. Ai por ocasião de um evento da Associação Médica, a gente começou a treinar mais vezes e fizemos uma apresentação. O pessoal gostou e começamos a tocar em mais lugares e ensaiar mais”.

A banda se apresenta em diversos bares da cidade

Os integrantes da banda contam que o nome surgiu para mesclar uma característica da medicina com uma da música. Ultrasom, do ponto de vista médico, é um exame de geração de imagens que usa ondas sonoras de alta frequência e os ecos produzidos. “O nome foi proposital. A ideia foi exatamente tentar ligar o termo ultrasom do som com o ultrasom exame e deu certo a ideia”, diz Orlando.
No início a banda era uma forma de diversão, de unir os amigos em uma roda com música e entretenimento. Depois de tocar uma música aqui, outra acolá, os integrantes resolveram fazer shows pela cidade.
Em Guarapuava a banda já se apresentou no Aô Boteco, London Pub, Babylon e Boliche, lugares conhecidos pelos guarapuavanos. Porém, os integrantes da banda são bem modestos. Eles dizem que a maioria do público que comparecem aos shows são os amigos. “A maioria que escuta a gente tocar é amigo nosso, nós intimamos eles a virem”, diz Cleves em meio à risada dos outros integrantes que concordam com a afirmação.
A banda escolhe juntamente as músicas, sempre levando em conta o timbre de voz do vocalista. O repertório é recheado de musicas do rock & roll clássico, com músicas de bandas nacionais e internacionais. A música preferida pelos integrantes é a Every Breath You Take da Banda The Police, que marcou bastante a história da Ultrasom. “Essa vai ficar no coração da gente, por ser a primeira”, disse Orlando.
Rosely também comentou que a banda não possui um repertório composto por eles, mas pensam nessa opção. “Ainda não compomos uma musica. É um grande sonho e projeto nosso, ter uma musica nossa. Mas temos essa pretensão, é uma possibilidade”. Joanez diz que a banda funciona como uma terapia. “Nós tocamos mais por gostar da música, para desestressar, descansar da rotina do dia a dia”.

Editado por Luciana Grande

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Onde esses rockeiros se encaixam


Uma banda com personalidade que se destaca na cena punk rock paranaense

Helena Krüger

Carlos Eduardo Rocha, Ramon Santos, Thiago Ribas e Vinicius Buenaventura são jovens que desde cedo tiveram uma grande identificação com a música, e mais especificadamente com o rock. Cada um com uma trajetória musical diferente, mas com um engajamento semelhante. Se uniram há três anos em um projeto musical com uma proposta nova: a banda "Onde Eu Me Encaixo?". Vinicius, 27 anos, é baterista e professor de história e já participou de outros projetos. Thiago, 24 anos, é acadêmico de ciência da computação e também já esteve em projetos mais agressivos. Ramon estuda educação física e se concentrava em um punk rock mais tradicional, e o Carlos Eduardo, também estudante de ciência da computação, é o mais novo da banda com 19 anos. Apesar de já ter boa experiência em várias bandas, tanto de hardcoomo metal e punk, recentemente estava tocando em um grupo hardcore old school. ”Achamos que não teve muito segredo sobre a nova ‘escolha’. Foram algumas conversas enquanto escutávamos bandas que remetem ao som que fazemos hoje”, alegam os integrantes.
O nome surge a partir da música “where do i fit in” da banda punk Betercore, a canção, que aborda uma crítica ao sistema, significa onde eu me encaixo. A cultura do punk, de ‘straight edge’ e veganismo são algumas das influencias que permeiam o trabalho desses jovens que tem além da questão musical, um intuito político. Acreditam que a música é um modo de expressão de ideias e também de manifesto.

O símbolo já representa um pouco da ideologia da banda

1) Como a banda começou e com que objetivo?
A banda surgiu há uns três anos atrás. Juntamos amigos interessados numa mesma proposta musical e também que possuíam afinidades políticas para tratar o projeto como ele vem sendo tratado. Os objetivos foram se delineando com o passar do tempo e com as coisas vindo até nós. Cabe sempre transformá-los sem nos desligarmos dos objetivos iniciais, que é fazer uma musica que gostamos, tendo uma postura de independência ao mercado musical no sentido amplo e expandindo isso às letras e a consequente cultura que acompanha.

2) Em que estilo musical vocês enquadram a banda ?
Nós tocamos punk. Todas as influencias da parte musical vem desse cenário, que é bastante plural, mas estamos todos ligados à ele de uma forma ou outra. A maioria das influencias vem dos anos 80, coisas simplificadas, com energia e claro, deixando um espaço pra melodias, ou tentando aliar esse fator. É sempre uma construção inacabada.

3) O que a musica representa pra vocês?
Uma pergunta um pouco complicada, pois é difícil definir com certeza o que ela representa para cada um dos integrantes. Tudo é levado em conta, desde as risadas entre os amigos nos ensaios até a própria temática das letras que refletem situações e assuntos que nos deparamos em nosso dia-a-dia. Além disso, a música também pode nos representar oportunidades de conhecer novas pessoas, trocar idéias e experiências, enfim, fugir da rotina a qual estamos acostumados.

Show recente realizado em um festival em Florianópolis

4) Percebo que a banda tem um intuito político, no sentido amplo da palavra, como vocês enxergam essa relação?
A música pode ser um espaço das ideias também. Acreditamos mais do que isso. Ela pode ser uma manifestação de uma posição ideológica que serve para questionar problemas e também propor soluções. Não é que acreditamos em uma fórmula mágica ou que as coisas são assim simplistas, mas sem duvida há uma importância grande para nós. Não queremos ser uma demonstração artística que fale do óbvio, que se preocupe somente com estética e que não gere o mínimo de questionamentos ou curiosidade no publico. Sempre falamos nos shows algumas palavras sobre os temas abordados nas letras, é fundamental posicionar-se em frente à tantos problemas.

5) Vocês receberam convites para festivais em outros estados. Que shows foram marcantes para vocês e qual é a perspectiva em relação a banda?
Cada show é uma experiência nova, achamos difícil definir um melhor ou pior. Encaramos cada um como um desafio novo que nos chega. Falamos isso já pela dificuldade de conseguir tempo pra ensaiar e nos organizar com datas para todos viajarem, então é especial cada um deles. A perspectiva é seguir tocando, conhecendo pessoas, sendo ativo em uma cena que tem muita coisa boa a oferecer, como a ajuda mútua, o companheirismo, o faça você mesmo, entre outras coisas. Aprende-se muito sendo ativo e se relacionando diretamente com as pessoas, inclusive a fazer autocríticas de nosso modo de encarar e lidar com isso. Mas ainda é legal ter total controle da banda e não fazer parte de um mundo de empresários e coisas do tipo. Também está nos planos gravar mais coisas, sempre gravar.

O vocalista da banda Thiago Ribas no ínicio da trajetória da Onde eu me encaixo?

Entrevista cedida por Thiago Ribas, vocalista da Onde eu me Encaixo?
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A banda:

ONDE EU ME ENCAIXO?
Thiago - Vocal
Ramon - Baixo
Vinícius - Bateria
Carlos - Guitarra

Mais informações:
http://ondeeu.wordpress.com/
http://ondeeu.bandcamp.com/
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Editado por Mário Raposo Jr.

domingo, 6 de novembro de 2011

Coyotes Rock Band: rock’n roll no estilo old school

A banda guarapuavana, que teve início há mais de três anos, lança seu primeiro álbum

Luciana Grande

Um encontro inusitado em um evento permeado por rock’n roll e pisicodélia. Foi em uma ocasião dessa natureza que a banda guarapuavana Coyotes começou. Três dos integrantes (Divo Silva, Filipe Neves e PH Justus) já tocavam juntos há cerca de 10 anos, mas a formação atual - que foi oficialmente batizada como Coyotes - teve início nessa época, mais especificamente no carnaval de 2008.


Da esquerda para a direita: Filipe, PH, Divo e Marino

De acordo com Divo, baixista da banda, eles conheceram por acaso o atual vocalista, Marino, na excursão para um festival de rock, o Piscodália. “Eu convidei o Marino para fazer um som junto com a gente e ele topou. Pouco tempo depois já começamos a ensaiar, compomos algumas músicas, fomos fazer alguns shows em Ponta Grossa... Tudo muito rápido. Foi uma parceria que deu certo”. Filipe, guitarrista da Coyotes, explica a razão do sucesso dessa parceria. “Apesar de eu, o Divo e o PH tocarmos juntos há mais tempo, o Marino deu certo na banda porque ele se encaixou com o nosso perfil musical, com o estilo que a gente pretendia seguir”.

Esse estilo, por sua vez, é composto por várias influências, principalmente de bandas clássicas do rock’n roll como Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath, AC/DC, The Meters, entre outras. O baterista da banda, Paulo Henrique Justus (conhecido como PH), conta que a Coyotes é democrática, já que engloba um pouco do gosto pessoal de cada integrante. “Cada um de nós coloca um pouco do seu gosto musical, mas no instrumental nós procuramos seguir a mesma linha”. Nesse sentido, as influências fundamentais para a banda são o rock clássico, psicodélico e progressivo das décadas de 1960 e 1970, tal como o Funk e o Soul desse mesmo período.


"Escolhemos Coyotes, mas ninguém sabe dizer o porquê dessa escolha"

Em relação ao nome Coyotes, nenhum dos integrantes sabe dizer ao certo como surgiu. Não há uma explicação específica. “A gente acabou criando esse nome na correria. Apareceram alguns shows em Ponta Grossa e nós precisávamos de um nome. Então escolhemos Coyotes, mas ninguém sabe dizer o porquê dessa escolha”, explica PH. No início a banda se chamava “Coyotes do Espaço”, sendo que a segunda designação se tratava de uma homenagem a uma banda fundada por Arnaldo Batista nos anos 70, a Patrulha do Espaço. No entanto, de acordo com os integrantes, o termo foi cortado do nome porque o público não conseguia assimilar muito bem. As pessoas acabavam inventando outros nomes, o que prejudicava a banda.


Os shows

Todos os membros da Coyotes concordam com o fato de que a banda só existe porque todos são apaixonados pela música que produzem. Por essa razão, todos os shows que fazem são igualmente importantes e prazerosos para eles. “A gente gosta de tocar em qualquer lugar. Gostamos até de ensaiar. Fazemos os shows onde somos chamados e sempre acaba sendo legal”, comenta o baixista Divo. Já Filipe faz uma ressalva: “de preferência em lugares que estejam cheios e tenham um público agitado!”. Eles contam que a receptividade do público foi boa em todas as cidades que tocaram até hoje, até mesmo em lugares que a expectativa da banda não era boa, como em Palmas e Telêmaco Borba. “Nessas cidades o pessoal gosta muito de sertanejo, aí ficamos meio apreensivos, mas foram alguns dos lugares onde o pessoal mais agitou. Acho que eles devem ser meio carentes de rock’n roll (risos)”, comenta Filipe.

A banda Coyotes durante um dos ensaios

Segundo os integrantes, os shows mais marcantes para a banda até hoje foram na München Fest e em um teatro na cidade de Ponta Grossa, no aniversário de um pub em Cascavel e no Rock City aqui em Guarapuava.


O primeiro CD da carreira

Neste ano a banda Coyotes está lançando o seu primeiro álbum, que possui 10 músicas, todas compostas por eles mesmos. Divo conta que o CD já estava sendo gravado há mais de dois anos, no entanto, em razão da falta de estrutura para esse tipo de trabalho em Guarapuava, só foi finalizado agora. “É complicado porque precisamos fazer as produções, depois a gravação definitiva, elaborar a arte do produto, mandar prensar o CD... Enfim, é um processo bastante demorado”. O álbum foi intitulado “Do Espaço”, em homenagem ao antigo nome da banda.

O primeiro álbum da banda foi lançado recentemente

A banda Coyotes tem por hábito fazer covers de músicas das bandas preferidas, como Rage Against The Machine, The Who, Black Sabbath etc. Quem já foi a algum show sabe disso. Eles já fizeram uma apresentação totalmente dedicada à banda AC/DC. Entretanto, os rockeiros destacam que, a partir de agora, pretendem tocar todas as músicas próprias do novo CD nos shows que fizerem, a fim de divulgar o seu trabalho. “A gente pretende tocar todas as músicas do álbum, mas vamos continuar tocando as de outras bandas também, já que com 10 músicas não dá pra completar o tempo de show, sem contar que o pessoal gosta disso. Mas a receptividade da galera com as nossas canções é muito boa”, ressalta Divo.

Neste mês de novembro vai ser lançado o primeiro clipe da banda Coyotes, produzido para o hit do CD, a música Mr. Hofmann. Confira aqui esse hit: http://www.youtube.com/watch?v=-m-dWzykD6c

Para mais informações sobre a banda Coyotes (músicas, fotos, agenda) basta acessar o site: www.bandacoyotes.com.br

Editado por Poliana Kovalyk

As avenidas mais conhecidas e a rua mais popular

Katrin Korpasch

Hoje seguiremos nosso trajeto pelas avenidas Prefeito Moacir Júlio Silvestri, Manoel Ribas, e pela rua XV de Novembro. Saindo da rua Visconde de Guarapuava, na qual paramos na última matéria, dobramos a direita e chegamos à Avenida Prefeito Moacir Júlio Silvestri, um político guarapuavano que, quando ocupou o cargo de deputado estadual, ajudou na implantação da primeira instituição de ensino superior da cidade. Em 1970 era fundada a Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Guarapuava, a FAFIG, que hoje é a Unicentro.

Continuando a trajetória passamos pelas avenidas Prefeito Moacir Júlio Silvestri, Manoel Ribas e pela rua XV de Novembro

Passando pelo chamado trevo do índio chegamos à Avenida Manoel Ribas. Segundo o professor de história da Unicentro, Ariel Pires, Manoel Ribas, que também dá nome a uma cidade próxima a Guarapuava, foi um político. “Manoel Ribas, foi um interventor do Paraná. Um interventor é um governador nomeado pelo presidente, no caso Getúlio Vargas, para governar. Não havia eleições, nomeavam quem queriam”, afirma. Segundo o professor, essa não foi uma boa decisão. “Getúlio Vargas nomeou Manoel Ribas, que era muito rude. O apelido dele era Manoel Facão, era um homem terrível”, completa.


O trevo do índio, como os guarapuavanos costumam chamar o trevo com um monumento em homenagem ao Cacique Guairacá, faz a ligação entre as duas avenidas.

Da Avenida Manoel Ribas passamos para uma das ruas mais conhecidas de Guarapuava. A rua XV de Novembro, que homenageia a proclamação da república do Brasil. Com extensão de mais de oito quilômetros, a rua atravessa a cidade. Tem seu início ainda antes do Parque do Lago, no Bairro Santa Cruz e, passando por quase toda a extensão de Guarapuava chega até a BR 277.

Antes de se chamar XV de Novembro, essa rua, tão conhecida dos guarapuavanos já foi chamada de chamada Rua das Chagas, Benjamin Constant, e Coronel Cleve. Foi em 1921 que ela recebeu o nome que tem até hoje.

A XV de Novembro é uma das ruas mais conhecidas de Guarapuava, o motivo de seu nome também não é difícil de lembrar

Fique atento, à próxima matéria encerramos nosso passeio por Guarapuava.

Editado por Poliana Kovalyk

sábado, 5 de novembro de 2011

Nomes de ruas em Guarapuava homenageiam Visconde de Guarapuava e Arlindo Ribeiro

Katrin Korpasch

Na matéria anterior paramos na rua Capitão Rocha, hoje seguiremos nosso trajeto com uma conversão à direita. Assim, chegamos à rua Arlindo Ribeiro. A rua é uma homenagem a Arlindo Martins Ribeiro, que nasceu em 1873, em Iguapé, São Paulo. Ainda jovem tornou-se viajante e passou por boa parte do sul do Brasil. Veio para Guarapuava em 1916, casou-se aqui e foi eleito deputado estadual e prefeito da cidade.

Continuando a trajetória: rua Arlindo Ribeiro e Visconde de Guarapuava

Em seguida passamos para a rua Visconde de Guarapuava. “O Visconde foi essencialmente um político do final do império e começo da república”, explica o professor de história da Unicentro Ariel Pires. Antônio de Sá Camargo nasceu em 1807 em Palmeira, que fica a cerca de 178 quilômetros a leste de Guarapuava. Alguns anos depois veio à Guarapuava para morar na fazenda do pai. Atuou na guerra contra o Paraguai e prestou serviços para o Império em Guarapuava. Antônio de Sá Camargo foi nomeado coronel da Guarda Nacional, montou, financiou e foi comandante do 7º da cavalaria de Guarapuava, que guarneceu a fronteira com a Argentina na Guerra do Paraguai.

Rua Visconde de Guarapuava: de um lado está a Praça 9 de Dezembro, e do outro, a casa (em branco e azul) em que o Visconde viveu

Atuando na política, foi deputado provincial e vice-presidente da Província. Além disso, fundou cidades, escolas, libertou escravos, construiu hospitais e bibliotecas. Também contribuiu para a criação da Santa Casa de Curitiba e de Paranaguá. Por todos estes aspectos recebeu de D. Pedro II o título de Visconde de Guarapuava.

A Arlindo Ribeiro tem residências na maior parte de sua extensão, é a rua que passa ao lado da Prefeitura

Visconde faleceu em 7 de novembro de 1896. Hoje ele tem seu busto representado na Praça 9 de dezembro. A casa em que viveu em Guarapuava foi transformada em museu, o Museu Municipal Visconde de Guarapuava, que fica em frente à Praça 9 de dezembro.
A próxima parte do nosso passeio você confere na matéria seguinte. Até lá!

Editado por Mário Raposo Jr.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bruna e Karine são destaque no sertanejo universitário em Guarapuava


Yarê Protzek

Muito popular na cidade, o sertanejo universitário ganha espaço e visibilidade

É só ligar o rádio, que logo uma música do sertanejo universitário estará tocando. Além de ser “figurinha carimbada” nas rádios, o estilo faz muito sucesso no meio acadêmico.
Com início no Mato Grosso do Sul, o estilo foi nomeado assim devido aos cantores serem jovens. As músicas trazem diversos temas, mas tratam principalmente de romance e do dia a dia do acadêmico, uma das inspirações dos cantores. Em diversas festas, esse estilo musical é a atração principal. Devido a esse sucesso, a cada ano, diversas duplas sertanejas surgem em todo o Brasil.
Em Guarapuava, a dupla Bruna e Karine faz a alegria do público com esse estilo de música. Em entrevista com a dupla, Bruna diz que a ideia de cantarem juntas surgiu em uma festa, no qual começaram a cantar e gostaram do resultado. “Aconteceu em um momento de descontração entre mim e a Karine, foi meio inesperado” relata.
Bruna, que é de Guarapuava, e Karine, de São Lourenço, Santa Catarina, começaram a cantar em Guarapuava. Hoje, além de se apresentarem na cidade, já fizeram shows em Ponta Grossa, Curitiba no estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E a perspectiva da dupla é grande, elas pretendem mostrar as suas canções e talento em outros estados do país.

Apresentação da dupla reúne grande público em Guarapuava

A dupla já compôs diversas músicas e geralmente apresentam ao público essas novas canções. Ao perguntar à dupla quais as músicas que mais gostavam de tocar, a resposta veio na ponta da língua. “Nós gostamos de cantar as nossas músicas, porque temos um grande carinho por elas”, relata Bruna. Sobre as composições próprias, Bruna se diz muito contente com o resultado que elas obtêm. “É muito gratificante ver o pessoal cantando uma música nossa. É ver que realmente o trabalho está valendo à pena, está contagiando as pessoas, que a música leva alguma mensagem, algum sentimento pra elas, eu realmente fico muito feliz”, afirma a cantora.
No início desse ano, Bruna e Karine lançaram um CD ao vivo e pretendem, em um futuro próximo, lançar outro disco. As músicas presentes nesse primeiro CD são composições de amigos que sugeriram para a dupla.
Mas a vida de cantor não é fácil. Novas bandas e duplas surgem a cada momento, aumentando a variedade de cantores desse estilo. Porém, Bruna e Karine não desanimam. Elas contam que já passaram por diversos momentos constrangedores, Bruna diz que “uma vez a Karine não me viu, me deu um tapa e o microfone caiu ligado no chão foi aquele barulho durante o show”.
A cada dia, a dupla se apresenta com um número de fãs maior. Na XXXVI EXPOGUA, tradicional feira agropecuária de Guarapuava, a dupla reuniu um público de cinco mil pessoas. Em Ponta Grossa, durante o aniversário de uma rádio, Bruna e Karine se surpreenderam com o número de pessoas presentes. “O evento reuniu muitos artistas no palco e o público era realmente grande”, conta Bruna.
Além dos shows, elas já foram convidadas para se apresentar em um programa sertanejo do SBT. Para quem não conhece a dupla e tem interesse de escutar os maiores sucesso das duas cantoras, é só acessar o site http://brunaekarine.com.br/

Editado por Katrin Korpasch

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Unidos pela história e pelo mapa

Katrin Korpasch

Depois de passarmos pela rua Professor Becker na matéria passada, fazemos uma conversão à esquerda para continuarmos nosso trajeto. Nesta parte iremos passar por três ruas com nomes ligados historicamente. São estes: Azevedo Portugal, Padre Chagas e Capitão Rocha. Hoje, as ruas Padre Chagas e Capitão Rocha passam pelo centro da cidade, por isso, concentram vários tipos de comércio, já a extensão da Azevedo Portugal concentra mais residências, mas na parte em que passa ao lado da Praça Cleve há uma área comercial.


Assim como na história, no mapa da cidade, as ruas Padre Chagas, Azevedo Portugal e Capitão Rocha também estão próximas

Diogo Pinto de Azevedo Portugal, Padre Francisco de Chagas Lima, Antonio da Rocha Loures e mais 200 soldados e 100 povoadores vieram para a região a mando de D. João VI com a Real Expedição Colonizadora de Guarapuava. O grupo chegou em 17 de junho de 1810 e deu origem ao Povoado de Atalaia, o primeiro povoado dos campos guarapuavanos. Mais tarde, entre 1818 e 1819 foi fundada a Freguesia de Nossa Senhora de Belém, os moradores do Povoado de Atalaia se mudaram para o local escolhido por Padre Chagas para receber a Igreja Matriz, entre os rios Pinhão e Coutinho, exatamente onde hoje se encontra a sede de Guarapuava, foi aí que a cidade começou.

A rua Padre Chagas é central em Guarpauva e tem grande movimento

Conforme o professor de história da Unicentro, Ariel Pires, é justo homenagear estes nomes em nossas ruas. “São os fundadores de Guarapuava, líderes de expedições que vieram tomar posse das terras em nome, ou para o governo imperial, principalmente depois de 1808, quando a família real veio para o Brasil. D. João VI imediatamente lançou a política dele e partiu para atravessar o tratado de Tordesilhas, já que Guarapuava, por exemplo, era possessão espanhola”.

A rua Azevedo Portugal é importante na ligação entre avenidadas

Os três personagens contribuíram para o estabelecimento do que hoje é nossa cidade. Depois de, como vimos na nossa primeira matéria, Afonso Botelho e seu grupo terem deixado Guarapuava, quarenta anos depois chegam Azevedo Portugal, Padre Chagas e Capitão Rocha para colonizar nossa região e dar início a Guarapuava. Por isso são homenageados em nossas ruas. Aliás, Padre Chagas tem outra ligação com as ruas guarapuavanas. Foi ele que traçou as primeiras ruas e a arquitetura dos primeiros casarões de Guarapuava. Traçou a primeira quadra da cidade, na qual ficaria a Igreja e a Casa do Vigário, o ponto zero da cidade. Porém, no começo as vias eram denominadas conforme o uso. Havia por exemplo, a rua da Cadeia, rua das Flores, rua da Sachristia, e assim por diante. Foi em 1853 que os vereadores passaram a requerer uma denominação legal para as vias da cidade.


A rua Capitão Rocha tem grande movimento e presença de muitas empresas

Editado por Mário Raposo Jr.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Guarapuava tem 1° Festival Cênico

Bárbara Brandão

Na próxima sexta-feira (04) começa o 1° Festival Cênico “Guarapuava abre as cortinas”. O evento vai até o dia 9, quarta-feira. Ao todo, 11 grupos de dança e teatro irão se apresentar no SESC e nas ruas da cidade. A cerimônia de abertura será às 20 horas no SESC, com a peça de humor “Assassinato no bar”, sob a direção de Jones Guerras, que também faz parte da coordenação do evento. “Nós queremos fazer uma integração com os grupos de artes de Guarapuava, e mostrar a diversidade que temos em nossa região”, afirma Jones sobre o objetivo do festival. As entradas para as apresentações são gratuitas e abertas para todas as idades.

Programação:

04 de novembro (sexta-feira)

-Cerimonial de abertura do Festival Cênico : peça de teatro"Assassinato no bar"
Local: SESC
Horas: 20:00

05 de novembro (sábado)
-Campeonato de By Boy
Local: Rua XV
Horas: 14:00

06 de novembro(domingo)
-Instituto de Dança IDAG
-Grupo de Dança Corpo Vírgula
-Cia Magia das Ruas
-Hip Hop
-Pantomímica Cristã
Local: SESC
Horas: 20:00

07 de novembro (segunda-feira)
-Grupo de Teatro Atores de Cristo
-Grupo de Teatro Sou 7
Local: SESC
Horas: 20:00

08 de novembro (terça-feira)
-Apresentações de Rua
-Performances Teatrais
-Circo e Pantomima
-Grupo de Teatro Sou 7
-Projeto Dantemus Projovem
Local: Rua XV em frente à praça 09 de Dezembro
Horas: 14:00

-Grupo de Teatro Peti Candói
-Grupo de Dança Prudentópolis
-Dança Pop
-Cia Mandorová
Local: SESC
Horas: 20:00

09 de novembro (quarta-feira)
-Grupo de Teatro Depende de Nós, de Prudentópolis
-Grupo de Teatro Apadevi com a peça Estorvo
-Cerimonial de Encerramento
Local: SESC
Horas: 20:00

Editado por Katrin Korpasch

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um escravo e um professor nas ruas de Guarapuava

Katrin Korpasch

Na matéria anterior paramos na rua Afonso Botelho, agora, quase no final desta via, no Bairro Trianon, fazemos uma conversão à esquerda e passamos para a rua Belmiro de Miranda. Esta rua com apenas quatro quadras, que terminam na Lagoa das Lágrimas, trazem um nome com muita história. Belmiro de Miranda foi um escravo comprado em Maceió por um fazendeiro de Guarapuava pra construir um casarão.

Em nossa trajetória passamos agora pelas ruas Belmiro de Miranda e Professor Becker

O escravo desenhava plantas de casas, era carpinteiro, pedreiro, e especialista em construções de taipa. Em suas folgas Belmiro aproveitava o tempo para administrar outros casarões. Com esta atividade acabou juntando algum dinheiro. É aqui que começa a sua luta. Belmiro de Miranda foi quem organizou a campanha abolicionista em Guarapuava. Com o dinheiro que tinha ganhado, comprou a liberdade da escrava Esydia Ephigênia, com quem se casou algum tempo depois, quando foi libertado por testamento pelo seu dono.

Junto com Esydia Belmiro construiu o hotel de viajantes ‘Redenção’. Por meio disto foi possível que atuassem na campanha de abolição da escravatura, os dois compraram a liberdade de 50 escravos ainda antes da abolição.

Rua Belmiro de Miranda

Seguindo com o passeio, no final da rua Belmiro de Miranda chegamos à Professor Becker. A estudante Claudia Marx afirma que esta rua faz parte de seu cotidiano. “Passo todos os dias por ela, a Professor Becker faz parte do meu trajeto de casa até a faculdade, mas para falar a verdade não sei quem foi ele”. Para a Claudia e para todos que tem curiosidade de saber por que este professor tem uma rua em sua homenagem, trazemos um pouco sobre este personagem histórico.

Professor João Rodrigues Becker y Silva nasceu na Argentina. Como ex-oficial do exército argentino veio para Guarapuava, onde fundou o Instituto Becker ou Internato Professor Becker em 1902. O professor ajudou no desenvolvimento da educação na cidade e fundou o primeiro grupo de escoteiros. Becker se destacou no magistério em todo o Paraná.

Rua Professor Becker, que cruza em frente à Lagoa das Lágrimas com a Rua Belmiro de Miranda

Continuamos o passeio na próxima matéria!

Editado por Giovani Ciquelero

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cultura Afro-descendente é tema de exposição no Centro de Artes de Guarapuava

O acervo da Pastoral Afro estará exposto até o dia 31 de outubro

Helena Krüger Barreto

Em homenagem ao mês da padroeira do Brasil, a Pastoral de Afro-descendentes de Guarapuava realiza a exposição com o tema “Afro-descendentes com a Mãe Aparecida celebram o seu ano internacional” no Centro de Artes Iracema Trinco Ribeiro. A mostra que teve a abertura na última terça feira (18) ficará em cartaz até o dia 31 de outubro. A coordenadora diocesana da Pastoral, Nerci Aparecida Guiné fala com emoção da história dos negros no Brasil, e que para ela é uma satisfação realizar pela terceira vez uma exposição que contemple a cultura afro na cidade. “Nos outros anos realizamos a mostra em novembro, que é o mês da Consciência Negra, porém por outros compromissos resolvemos homenagear a nossa padroeira, mãe de todos e também dos negros!”.


Centro de Artes é localizado em uma charmosa casa antiga da cidade

Quem for visitar o acervo da Pastoral encontrará uma diversidade de itens que remetem a cultura africana, desde roupas típicas, quadros religiosos, fotografias até mesmo a imagem da Nossa Senhora Aparecida. Além de peças artísticas, há também livros, revistas e orientações de membros da pastoral para informar e ampliar o conhecimento sobre os afro-descendentes no Brasil.

Nossa Senhora Aparecida negra faz parte do acervo da Pastoral

Na abertura da exposição houve apresentações de capoeira do grupo de Curitiba “Nosso Guerreiro dos Palmares”, que tem uma filial em Guarapuava e realiza trabalhos de inclusão social. O responsável pelo grupo, André Luiz Silva Loiola avalia a relevância de um evento como esse, e segundo ele até se arrepia de contar um pouco sobre a história de seus ancestrais. “A importância é imensa, pois em espaços como esses, a capoeira aparece e é apresentada revelando ao Centro-Oeste nossas raízes tanto artísticas como religiosas”.

A coordenadora do Centro de Artes, Maria Julia Boese também ressalta o quanto exposições como essas ajudam no desenvolvimento cultural da cidade. “A mostra afro serve até para uma conscientização, fazendo com que a sociedade em geral tenha acesso e possa aprender um pouco da cultura, da arte e do folclore deles”. A diocesana, Nerci Guiné considera a exposição como um exemplo da evolução na cidade. “É um avanço para Guarapuava, eu como guarapuavana e educadora fico muito feliz, afinal é como naquela música o negro quer escola, quer seu espaço para ser cidadão.”
O horário de funcionamento do Centro Iracema T. Ribeiro é das 8h às 11h e da 13h à 17h30, para mais informações no telefone (42) 3621-1301.


A exposição contempla diferentes objetos que representam a cultura afro

A Pastoral

A pastoral afro teve início em Guarapuava em 2003 com a chegada do bispo que incentivou a criação do grupo, hoje conta com cerca de 20 a 25 membros que trabalham na conscientização e inclusão de afro-descendentes na cidade. A coordenadora, Nerci Guiné reitera um dos motivos de existência da pastoral.“ Nós queremos abrir espaços e caminhos para o negro, como estamos fazendo aqui hoje nessa exposição.”
Quem tiver interesse em participar da pastoral, como membro ou parceiro o telefone para contato é (42)3626-4348 (ramal 201).

Editado por Giovani Ciquelero

Começando a trajetória nas Ruas de Guarapuava

Katrin Korpasch

Nós começamos nosso passeio pelas ruas de Guarapuava no Bairro Santa Cruz, na Avenida Serafim Ribas. Esta avenida liga a PR-170 à cidade. Serafim Oliveira Ribas nasceu em 1851 em Guarapuava e montou em 1892 por conta própria a primeira tipografia de Guarapuava. Algum tempo depois fundou o primeiro jornal da cidade, “O Guayra”. Para conseguir os materiais e máquinas necessários para o jornal, que tinha como redator Luiz Daniel Cleve, teve que carregá-los no lombo de animais por entre as matas, já que naquela época Guarapuava não tinha estradas que ligassem a cidade a outras. Com o passar dos anos, Serafim Ribas vendeu o jornal e passou a ser comerciante em Imbituva, e depois mudou-se para Curitiba. Novamente em Guarapuava, dedicou-se a Frederico Blum, sua casa comercial.

Observe no mapa o nosso ponto de partida

Dando continuidade ao nosso passeio, fazemos uma conversão à direita e pegamos a via que homenageia um grande cientista, a rua Albert Einstein. Em seguida passamos para a rua Afonso Botelho. Afonso Botelho de Sampaio e Souza foi mando pela Coroa Portuguesa para tomar posse dos campos guarapuavanos. Chegou aqui no dia 8 de dezembro de 1771 quando mandou rezar a primeira missa.


Avenida Serafim Ribas liga a BR-170 à cidade

Ele explorou os campos de Guarapuava e mudou o nome do rio Capivaruçu para Rio Jordão, onde procurava por minerais preciosos e quase se afogou. Por ameaças e medo de ataques de índios, Afonso Botelho e seus companheiros partiram de Guarapuava e suspenderam a vinda de novas expedições, por isso a conquista de Guarapuava só foi retomada quase 40 anos depois.
Nosso passeio continua na próxima matéria. Até lá!

Editado por Ana Carolina Pereira

sábado, 22 de outubro de 2011

Nomes de personalidades históricas em ruas: como surgiu esta ideia?

Katrin Korpasch

A maioria das vias têm nomes de personalidades históricas. Câmaras Municipais de todo o país optam por homenagear estes personagens, em Guarapuava não é diferente. Segundo o professor de História da Unicentro, Ariel Pires este padrão deveria ser repensado em alguns casos. “Na verdade eu acho que é falta de criatividade dos vereadores. Nós temos muito essa coisa de tradição, então é tradicional você dar nomes as ruas de personagens históricos, no sentido cargo, poder, na verdade é a classe dominante que está dando nomes pras ruas, por isso é que aparecem os nomes deles. Mas por que só valorizar esses símbolos, e não homenagear o trabalhador do cotidiano, o negro, o índio, por que ficar dando nome de quem foi deputado, vereador.” Por outro lado esta prática também se relaciona a um certo medo de esquecimento, ou rompimento. “As pessoas tem certo medo de se desligar do passado por que também é uma questão de identidade”, reitera.
Para entender o porquê desta tradição, é necessário voltar no tempo. Logo depois do estabelecimento da república no Brasil, entre o final do século XIX e início do século XX, se instituiu a organização das cidades. De acordo com o professor naquela época se convencionou a nomeação das vias. “Dar nomes às ruas era uma questão óbvia de que as pessoas teriam que ter seus endereços. E assim que se instalou o serviço nacional dos correios, se precisava ter os nomes das ruas definidos”.
No início do século XX, os primeiros republicanos se encontravam na missão de ‘dar uma cara’ ao Brasil, definir a identidade da nação, da nova república que estava surgindo. “A maior parte do grupo que estava discutindo este assunto, querendo dar uma identidade pra república nascente, decidiu por uma filosofia, um fundamento político que seguisse um modelo já existente. Então esses republicanos optaram pelo modelo positivista, que é uma filosofia, um jeito de pensar, uma forma de governar, que surgiu na França em início do século XIX”, explica o professor. O lema do positivismo ‘ordem e progresso’, foi adotado e colocado até na bandeira nacional.
Alguns desses primeiro republicanos foram Silva Jardim, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Marechal Deodoro da Fonseca, Marechal Floriano e Saldanha Marinho. Eles mesmos tiveram seus nomes postos em muitas ruas pelo Brasil. “O positivismo enaltece mais o sujeito da história, e não o objeto. Nesse sentido várias câmaras municipais decidiram homenagear muitos desses nomes, que trouxeram essa idéia pro Brasil. Pode se observar que essa prática continuou, a maioria dos municípios brasileiros ainda dá nomes de pessoas às ruas”, completa o professor.

Rua Quintino Bocaiúva:
Rua Saldanha Marinho:
Rua Quintino Bocaiúva e Saldanha Marinho são exemplos de ruas nomeadas em homenagem aos primeiros republicanos

Editado por Helena Krüger

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Peça Teatral na Unicentro é um dos programas para o final de semana

Yarê Protzek

Neste sábado, dia 22, no auditório Francisco Contini do campus Santa Cruz Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) será apresentada, por Christiane de Macedo, a peça teatral “A beira do”. A peça terá inicio às 20 horas com entrada franca, contudo, os convites devem ser retirados da Diretoria de Cultura até o início da peça.
A apresentação faz parte Do Circuito Sesi Cultural. Maria Prado, do Sesi -Serviço Social da Indústria, diz que “proporcionar os espetáculos culturais ao pessoal é uma grande satisfação, pois temos como objetivo oportunizar momentos de descontração e ainda estimular, nos mesmos, o hábito pela cultura”.
A sinopse da peça diz que “A Beira Do” é um desfile de 14 cenas. Nelas a atriz revela estados diferentes de humor,e formas variadas em contar estórias de sua memória de forma acessível e divertida. Em cada um desses momentos estão reveladas as pessoas da vida de todos nós;a mãe,a tia,as irmãs,os amores ,os amigos, entre outros. Há, também, momentos de reflexão sobre o mundo em que vivemos e as relações íntimas que travamos em nosso caminho e tem a intenção de aproximar e tornar cúmplice palco e platéia.

Um espetáculo de humor

Ali, como uma colcha de retalhos, a atriz dá dicas de "como se beber socialmente","como se sente uma mulher que faz diéta para se tornar mais sedutora", "o que espera do amor",e ainda "como se dança em segredo".Uma mulher comum que observa o mundo que a rodeia.
Maria Prado também comenta que “as oportunidades de poder apreciar espetáculos com a qualidade dos que fazem parte do circuito Cultural do SESI são raras, então é com grande satisfação e que levamos a cultura a todos”.
A peça também será apresentada em Irati, hoje á partir das 20 horas, no Auditório Denise Stoklos. Mais informações pelo telefone (42) 3621-1016.

Editado por Ana Carolina Pereira

Ponto de Partida: As ruas de Guarapuava



Katrin Korpasch

A partir de hoje estreia uma nova série no site Ágora, a “As ruas de Guarapuava”. Nas próximas matérias abordaremos um assunto que está sempre em nosso cotidiano e que talvez por isso, por estar tão presente no dia a dia, nem nos damos conta da sua importância. Para enviar uma correspondência, definir uma rota, chegar a determinado lugar, para se localizar, precisamos saber os nomes da ruas para muitas coisas, mas afinal nem sabemos por que determinada rua tem tal nome, quem a nomeou assim, por qual motivo.


Lidamos com nomes de ruas todos os dias, mas nem sempre sabemos quem foram as pessoas que lhes dão o nome


A série “As ruas de Guarapuava” pretende discutir um pouco desta história, mostrar quem foram esses personagens, o que fizeram, o que significaram. Trataremos também do contexto geral, por que damos nomes de pessoas às ruas? Quem decide a personalidade a ser homenageada? Como ocorre este processo? Faremos um passeio por Guarapuava em que discutiremos estes pontos.
O ponto de partida da série busca responder as duas últimas perguntas. Para começar vamos entender como ocorre o processo de nomeação de uma via.
A determinação sobre como uma via será nomeada acontece na Câmara de Vereadores. Os vereadores da cidade compõem um projeto de lei que precisa ser aprovado pela maioria em três votações. “A maioria dos vereadores tem que votar a favor, hoje nós somos em 12 vereadores, tem que ser no mínimo sete votos”, explica o presidente da Câmara de Vereadores de Guarapuava, Admir Strechar. Segundo o vereador as sugestões para nomes de ruas geralmente vêm da própria comunidade. “Muitas vezes são moradores que nos procuram querendo homenagear outras pessoas, que já faleceram e que fizeram alguma coisa pelo município de Guarapuava. É feito um levantamento, visto se a pessoa realmente fez algo por Guarapuava, depois é feito o projeto de lei e colocado em votação”. Depois de aprovada pelos vereadores, a lei segue para a prefeitura, onde é sancionada pelo prefeito. A partir deste momento a via recebe o nome escolhido.
Mas quando a proposta é mudar o nome de uma rua o processo torna-se um pouco mais demorado. Antes da criação do projeto de lei é necessário recolher assinaturas de cerca de 80% dos moradores da via aprovando mudança de nome. Só então é possível propor o projeto de lei. “É feito um abaixo assinado, se os moradores concordarem a gente faz o projeto de lei, que é votado, só então é trocado o nome da rua”, explica.

Editado por Helena Krüger