Mostrando postagens com marcador Saúde do Jovem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde do Jovem. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tatuagens: moda que requer cuidados

Bárbara Brandão

Antes de qualquer procedimento é preciso estar atento aos perigos

As modificações corporais têm estado em alta na sociedade atual. É muito comum, não apenas os jovens, mas pessoas de todas as idades colocarem brincos, ou fazer tatuagens no o corpo. Pesquisas revelam que as tatuagens surgiram ainda na sociedade primitiva. Por muito tempo as tatuagens foram vistas com preconceito pelos mais conservadores, entretanto, com os passar dos anos a popularização dessa prática tem tornado as tatuagens mais frequentes.
Para a realização de uma tatuagem é importante conhecer o trabalho de um profissional da área, para ganhar confiança e não se arrepender depois. Por isso, procure, pesquise, visite estúdios de tatuagens e depois decida qual é o melhor local. A higiene com os materiais utilizados durante o desenho é importantíssima. Tatuador há 12 anos, Fernando Luiz Ramos, trabalha em um estúdio de tatuagens em Guarapuava. “Os cuidados que nós temos é a utilização de materiais esterilizados e descartáveis”. Instrumentos não esterilizados nunca devem ser utilizados, pois pode transmitir doenças como a hepatite.
Como na juventude a personalidade de cada pessoa se determina, alguns jovens procuram através das modificações corporais se diferenciarem dos outros e não pensam no futuro. Com o passar dos anos, a pele sofre alterações. A dermatologista, Iara Rodrigues Vieira, conta como isso acontece. “Deve-se recordar que tatuagens são definitivas, envelhecem com a idade, além disso, a pessoa pode apresentar alergia aos componentes de algum dos pigmentos deixando um aspecto inestético indesejável, alguns pigmentos são difíceis de serem removidos totalmente e lembrar que a remoção deixa marcas”. Por isso, o desenho escolhido deve ser muito bem pensado. Escrever nomes de namorado (a) nem sempre é um boa ideia.
Após a tatuagem, Fernando conta quais são as medidas para uma boa cicatrização. “É importante usar a bandagem nos três primeiros dias após a tatuagem, além de passar a pomada de cicatrização e evitar alimentos como carne de porco e frutos do mar”. A dermatologista informa: “O processo de cicatrização sofre alterações em pessoas predispostas. Quando ocorre um traumatismo ou mesmo uma irritação, os fibroblastos começam a proliferar-se rápida e exageradamente”.

Uma das nove tatuagens de Ana Gabriela

Antes de procurar um estúdio de tatuagem o jovem também deve observar se o seu organismo tem pré-disposição para desenvolver as denominadas quelóides. “Quelóide é uma cicatriz que se hipertrofia com crescimento rápido, tornando-se grande, inestética e desfigurativa. É geralmente produzido por traumas ou irritação em pessoas predispostas”, explica Dr. Iara. A quelóide se forma a partir de cicatrização de machucados, deixando a pele com uma elevação na cor branca. As tatuagens não são recomendadas para pessoas com quelóide.
Mas para a estudante Ana Gabriela Souza, o problema não foi esse. Há três anos ela começou a fazer tatuagens e hoje tem nove delas espalhadas pelo corpo. Na sua última tatuagem, no antebraço, ela teve complicações. “Com as demais tatuagens a cicatrização foi perfeita, só a última tive inflamação, porque não tomei os devidos cuidados, comendo carne de porco, bacon e contato direto com a minha cachorra”. Quando isso ocorre é importante entrar em contato com o profissional que realizou o trabalho e descobrir o que poder ser feito. “Assim que percebi que estava inflamada comecei a passar anti- séptico e continuei com a pomada que o tatuador indicou”. As inflamações prejudicam o desenho realizado e esse passa a ter imperfeições.

A realização da última 'tattoo'

Mesmo após o processo de cicatrização, os cuidados com a tatuagem não devem ser esquecidos. Para que não ocorra perda na pigmentação, é importante o uso de protetor solar. Em casos de jovens menores de idade, é necessário levar uma autorização dos pais para a realização do trabalho.
As tatuagens vão muito alem de uma simples modificação corporal. Hoje, ela está relacionada a personalidades e valores culturais. Ela não está mais presente dentro de apenas um grupo, mas, pode pertencer a qualquer pessoa da sociedade, tornou-se comum em todas as idades e classes sociais. Os apaixonados por essa arte (como eu, que tenho uma ‘tattoo’ e já estou pensando na próxima) avisam, tatuagem é um vício! Depois da primeira você quer mais, por isso pense muito na hora de escolher o que tatuar e o profissional que vai fazer o procedimento.

Editado por Mário Raposo Jr.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O ritmo da vida


Yarê Protzek


A canção pode ser um auxílio em diversas ocasiões

Quem nunca escutou uma música e se sentiu mais calmo? Ou até mesmo com vontade de chorar. A melodia tem uma forte influência sobre os nossos sentimentos, ações etc. Em meados da década de 60, diversas pesquisas surgiram sobre tratamentos terapêuticos que poderiam ser feitos por meio da canção.

Hoje, esse tratamento é conhecido como musicoterapia. Em Guarapuava, a musicoterapia chegou no ano de 2001, Cristiane de Cassia Kramer Maibuk, foi uma das primeiras musicoterapeutas que se instalou na cidade. Ela diz que considera a musicoterapia uma “terapia que utiliza a música como ferramenta. Você tem um meio diferente. Através do canto, relaxamento, com músicas próprias para cada um”. Cristiane completa dizendo que a musicoterapia não é uma aula de música e sim um atendimento que usa a melodia para atingir alguns objetivos, seja para facilitar a fala, o andar, o lado emocional e até para crianças como estimulação de desenvolvimento.

Destinada para todas as idades, quando procurada por jovens, essa terapia pode ser trabalhada para auto-estima, stress, aumentar a criatividade, aflorar a expressão etc. “Tem muito jovem que tem dificuldade de se expressar com os outros então a música faz esse canal de comunicação, outro exemplo é em relação a drogas. Você pode retirar uma parte desse vício e tenta substituir por alguma coisa que a pessoa tenha afinidade. Então depois do trabalho com musicoterapia, o adolescente pode ser direcionado para aprender algum instrumento para ter um contato maior com a música e deixar as drogas de lado” diz Cristiane.

A musicoterapia é indicada por vários outros especialistas como neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos entre outros. Cristiane diz que “muitas vezes a gente consegue um bom resultado trabalhando a musicoterapia com outro tratamento. A maioria chega aqui no consultório buscando como uma terapia complementar as demais, porém ela não é tão complementar. Ela auxilia as outras especialidades em outro sentido. Eu trabalho a fala cantando, diferente de uma fonoaudióloga”.

A música é escolhida de acordo com a identidade sonora de cada um

Início do tratamento

Para começar a fazer sessões de musicoterapia, o paciente passa por uma avaliação em que a musicoterapeuta indica o repertório adequado com a identidade sonora da pessoa. Cristiane comenta que no momento em que a pessoa chega ao consultório, é avaliado o que ele quer e precisa naquele momento. “No início coloco algumas músicas que o paciente gosta, mas ela não houve só isso. Ela começa com esse tipo de repertorio que é familiar e depois começo a inserir outros tipos de melodias para que as pessoas comecem a abrir a audição musical para outros tipos de estilo. Então se trabalha com a avaliação pessoal. Cada um tem um tipo de repertorio” informa Cristiane.

Ela também comenta que a identidade sonora da pessoa tem que ser bem estudada, já que alguns preferem uma música lenta para relaxar ao invés de uma melodia calma. “O que serve para um, pode não servir para outro. Não tem como a gente definir um tipo de musica que acalma todo mundo”, afirma a musicoterapeuta.

A musicoterapia auxilia em vários tratamento, como por exemplo o stress

O trabalho com os jovens


A musicoterapia pode ser um bom instrumento para auxiliar os jovens em vários problemas. Cristiane comenta que tratou de um caso de gravidez na adolescência em que a paciente queria sentir a sensação de estar grávida, mas não pensava na grande responsabilidade que vinha ao ter um filho. “Através da musicoterapia você consegue conversar com a pessoa para ela ter uma conscientização que é uma vida e não um brinquedo. Com o tempo, a conversa e o tratamento, ela percebeu a responsabilidade que é ter um filho” conta Cristiane.

Outro caso que a musicoterapeuta tratou foi de um adolescente com depressão e rebeldia, problemas comuns nesse período da vida.

Editado por Vinicius Comoti

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pele: o seu cartão de visitas

Bárbara Brandão

As constantes mudanças no organismo do jovem também geram consequências para a pele

Um dos cartões de visitas do ser humano é a pele. O primeiro contato, quando conhecemos uma pessoa, é a conversa e, consequentemente, olharmos para o seu rosto. Mas para algumas pessoas isso causa constrangimentos. O desenvolvimento de doenças de pele ocorre devido a alterações no organismo de cada pessoa. Todas as alterações hormonais comuns durante a juventude faz do jovens o grupo mais atingido por essas doenças.
A estudante de farmácia, Thaila Fernanda de Oliveira, tem a pele muito oleosa e com frequência surgem espinhas no seu rosto, por isso sempre procura ajuda médica. “Procuro ir pelo menos uma vez ao ano no dermatologista. Ele já me recomendou alguns cuidados diários com a limpeza da pele, filtro solar e alguns medicamentos para serem passados durante a noite.”
Algumas doenças de pele são ainda mais comuns nos jovens. “As doenças mais frequentes na adolescência e na juventude são a acne, pitiríase versicolor e dermatite seborréica; e, também as micoses”, explica a dermatologista Iara Rodrigues Vieira. A pitiríase versicolor, em termos não técnicos, são machas avermelhadas de três a quatro centímetros, que logo depois se tornam rosadas e tendem a descamar. Elas são conhecidas também como “medalhão”. Os três primeiros casos pontuados pela dermatologista são proporcionados através da glândula sebácea, responsável pela oleosidade da pele: “exceto as micoses, as demais são consequências geralmente das alterações nas glândulas sebáceas causadas pela sensibilidade aos hormônios sexuais que se iniciam nessa fase da vida e frequentemente esse quadro se continua na juventude”, afirma.

Acne é uma das doenças de pele mais comuns na juventude

É interessante que a família, encaminhe o jovem para um especialista quando os problemas de pele se tornarem constantes e prejudiquem a auto estima desse jovem. A ajuda médica é a melhor opção para que o quadro não ganhe outras proporções. Afinal, a aparência é uma das maiores preocupações dessa fase, pois estão no período de descobertas, diferenciação e relacionamento com o sexo oposto.
Doutora Iara cita alguns dos procedimentos existentes para o tratamento dessas doenças “Devem ser tratadas com medicamentos que controlam a secreção sebácea exagerada como sabonetes adequados, géis anti-seborréicos e antiacnéicos e, às vezes, medicamentos sistêmicos como antibióticos e/ou retinóides orais. As micoses devem ser prevenidas com a utilização de calçados adequados, confortáveis e arejados.” Além disso, as micoses podem ser prevenidas com produtos de fácil acesso no mercado. “A colocação de talco anti-séptico ou antifúngico e meias de algodão que permitem retirar a umidade dos pés criando um ambiente desfavorável aos fungos”, explica a dermatologista.
Para se prevenir, a futura farmacêutica, Thaila, sabe dos cuidados que ela deve ter com a pele. “Procuro higienizar o rosto sempre que levanto e antes de me deitar, não esquecendo de hidratá-lo e passar filtro solar.” Todas as pessoas, independente da idade devem fazer como a estudante, pois são esses cuidados que proporcionam uma melhor qualidade para a pele. O filtro solar deve ser usado diariamente, mesmo em dias nublados.

Limpar a pele e utilizar o filtro solar são atitudes primordiais no cuidado da pele

Editado por Katrin Korpasch

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quando a mente não acompanha o corpo!

São cada vez mais frequentes jovens com transtornos psicológicos

Bárbara Brandão


Durante adolescência os jovens sofrem diversas transformações físicas e emocionais, em alguns casos, essas mudanças não são bem recebidas e podem causar problemas. Transtornos psíquicos podem atingir pessoas de qualquer idade, e precisam ser tratados por especialista. Por muito tempo, os consultórios de psicologia era alvo de preconceitos, felizmente essa visão esta mudando. “Felizmente o mito de que psicólogo é “médico de louco” está se perdendo”. Conta a psicóloga, Carolina Gomes da Silva.
Em muitos casos, as alterações de comportamento na adolescência são confundidas com problemas psicológicos, por isso, os pais devem redobrar a atenção sob os filhos. Para a psicóloga, os jovens que buscam terapia sabem o que querem. “A juventude procura para autoconhecimento, resolver algumas angústias e ansiedade, e muitas vezes porque não tem com quem conversar”. Ela ainda informa qual o transtorno mais comum, nesta fase. “A depressão também tem acometido muitos jovens atualmente, devido ao fato de não tolerarem frustrações.”
A secretária Andréa Fernandes, há um ano percebeu mudanças no comportamento de sua filha de 15 anos: “Sempre que eu ia conversar com ela, ela estava distante. Fui percebendo algumas mudanças no seu comportamento, depois de uma conversa, nos duas juntas decidimos buscar uma psicóloga”. A menina estava com um nível alto de ansiedade que poderia desencadear outros problemas.
O apoio da família em momentos de crise é fundamental, tentar compreender os motivos pelos problemas também pode facilitar para um melhor relacionamento entre todos “É necessário entender o comportamento do jovem dentro do seu contexto familiar, reconhecendo a influência da família na vida dessa pessoa. Os membros de uma família se influenciam e são influenciados respectivamente. Em alguns casos é importante que a família também passe por um processo terapêutico para perceber e se educar e relação ao transtorno do jovem.” Complementa Carolina.
Os pais devem levar em conta que nesta fase é bastante comum a ânsia por liberdade e independência, no entanto, isso nem sempre acontece e pode causar revolta. Desta forma, transtornos psicológicos não devem ser confundidos com outras inseguranças. Andréa confirma: A gente que é mãe tem que prestar muita atenção nos nossos filhos. Ás vezes uma coisinha de nada, pode virar um problema grave. Hoje eu consigo ver a minha menina mais tranqüila.
As mudanças no corpo e na mente frequentes com a entrada da adolescência e juventude em alguns casos pode gerar conflitos no comportamento. Entretanto, antes de qualquer diagnóstico, vale lembrar que as incertezas que esta fase da vida produz são comuns. Com os passar dos anos e as experiências com que cada indivíduo tende a passar o amadurecimento pode melhorar as indagações.

Editado por Ana Carolina Pereira

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Energia de sobra: Jovens espreguicem!

Bárbara Brandão

A fase é de extrema energia, por isso, não deve ser desperdiçada

É imprescindível para os jovens os cuidados com o corpo, isto é, com a saúde física em sua estrutura. Como já foi mencionado na matéria anterior, as atitudes tomadas durante essa fase da vida, na maioria dos casos pode trazer consequências futuras. Desta forma é importante relembrar qual a importância da prática física, mas também de que maneira ela é prejudicial quando não realizada de forma correta.

A tecnologia tem que alterado a rotina de muitos jovens. Em outros tempos as crianças e jovens aproveitam as horas livres para se divertir em áreas ao ar livre, se movimentando. Isso é pouco comum hoje. Jogos de vídeo game e a própria internet, são as diversões utilizadas pelas crianças e jovens, tornando o sedentarismo um problema que atinge todas as idades. De acordo com a Educadora Física, Fabiana Milanezi Ramalho, isso é muito prejudicial. “São vários os problemas que o sedentarismo pode desencadear futuramente como, por exemplo: perda parcial da flexibilidade, baixa resistência física, ansiedade, depressão, isolamento, obesidade.”

A prática de esporte seja ela a corrida, natação, musculação, dança, entre outras opções, trazem benéficos a qualquer individuo. “A atividade física nos jovens favorece o desempenho escolar, o convívio social. Ela é muito importante também na aquisição das habilidades motoras que são melhores desenvolvidas e assimiladas nessa fase. Ela atua como prevenção da obesidade. E ainda aperfeiçoa o potencial físico determinado pela herança genética.” Complementa a professora. Mas ela, alerta pra outro ponto. “Jovens atletas normalmente são sobrecarregados, e corre um risco maior de sofrerem lesões, stress por treinar demais, por não tem tempo para as outras coisas. É essencial que os pais saibam dosar isso e não estimular.”

A estudante Chrislaine Prado, reconhece as repostas do seu corpo. “Eu não faço nenhum exercício físico, sou sedentária mesmo. Às vezes quando faço caminhadas longas e me sinto muito cansaço. Ela, como muitas outras pessoas, sempre estão fazendo planos para alterar essa realidade. “Eu sempre tenho o projeto de começar a fazer algum exercício, mas nem sempre sigo os planos. Agora estou pensando em fazer academia mês que vem, não para emagrecer, mas para me exercitar mesmo.”

Os suplementos alimentares têm a função de complementar nutriente que estão faltando na dieta, como vitaminas, minerais etc. No entanto, a busca excessiva pela beleza tem gerado o uso indevido dessas substâncias, como produtos a base proteína, a qual auxilia no ganho de massa muscular. Muitos jovens buscam esses nutrientes sem qualquer indicação profissional, causando riscos a saúde. “Os riscos mais comuns são problemas musculares, doenças no sistema renal. Muitas vezes o jovem ingere algo do qual seu organismo não precisa e isso com certeza trazer conseqüências.” Informa Fabiana.

Com o verão de aproximando, as pessoas procuram iniciar atividades físicas para perder os quilos ganhados durante o ano, é importante lembrar-se de procurar o auxilio de um profissional de área, para que a prática não gere resultados ruins para o corpo.

Editado por Giovani Ciquelero

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nutrição: Geração fast food...


Bárbara Brandão

Saiba qual é a melhor maneira de se alimentar nesta fase

A cultura de magreza está no auge da sociedade de hoje. As pessoas se preocupam cada vez mais em ter um corpo perfeito. Os jovens são uma grande parcela da população que tem buscado o emagrecimento excessivo, no entanto, é nesta faixa etária que devemos tomar mais cuidados com a alimentação, pois o corpo está em pleno desenvolvimento.
Segunda a professora de nutrição, Adriana Masiero Kuhl, os jovens precisam de nutrientes específicos para o desenvolvimento: “Considerando a faixa etária dos 10 aos 19 anos de idade destacamos a importância das proteínas, vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina A, vitamina D e ácido fólico, e dos minerais cálcio, ferro e zinco. Estes são ingeridos através de uma alimentação saudável contendo todos os grupos da pirâmide alimentar – cereais, pães, tubérculos e raízes; frutas; hortaliças; leguminosas; carnes e ovos; leite e produtos lácteo”.

O fim da juventude é marcada principalmente por decisões, que podem acarretar na saída da casa dos pais. Para trabalhar ou estudar, muito jovens passam a morar sozinhos e na maioria das vezes não sabem cozinhar. Alessandra Lopes, estudante, é um bom exemplo. “Fazem oito meses que sai de casa e agora é que estou aprendendo a fazer alguma coisa, nos primeiros meses eu só comia bobagem”. A professora dá dicas de como ter uma alimentação, nestes casos. “Nossa orientação é para que se reduzam ao máximo os lanches como substituição das refeições principais e os lanches fritos nos intervalos. Quando as refeições são feitas fora de casa orientamos quanto as melhores escolhas e as quantidades adequadas as necessidades individuais”. Ela ainda complementa: É muito comum na rotina do Ambulatório de Nutrição da Unicentro, recebermos muitos adolescentes em busca de uma alimentação saudável e percebemos uma grande dificuldade da adoção de hábitos alimentares saudáveis.


Alimentação balanceada é uma das dicas para se viver bem

Os denominados fast food, isto é, comida rápida também caíram nas graças dos mais novos. Além disso, está cada vez mais fácil encontrar esses alimentos ricos em gordura nas ruas. Para quem não sabe cozinhar isso torna-se mais que uma opção, mas a única alternativa. A nutricionista reforça. “Os adolescentes precisam aprender em casa a ter uma alimentação saudável e precisam ter acesso a esses alimentos, é preciso desmistificar que uma alimentação saudável é cara e demorada.”

Vale lembrar que a má alimentação pode gerar problemas de saúde por toda a vida adulta. Alessandra já esta em alerta. “Minha mãe tem hipertensão, por isso eu sei que tenho que começar a me cuidar desde já.” Uma vez acostumado a ingerir aqueles alimentos, dificilmente eles sairão da sua cadeia alimentar. “É muito provável que os hábitos alimentares adquiridos nessa fase da vida perdurem para a vida adulta. E se esses hábitos forem inadequados, eles são responsáveis por inúmeras alterações no nosso organismo, que podem se expressar ainda na adolescência como a obesidade”, lembra Adriana.


Lanches cheios de gorduras são os preferidos pelos jovens


Pirâmide Alimentar - Aprenda a se alimentar


A pirâmide alimentar retrata quais alimentos podem ser consumidos com mais frenquencia e quais devem ser evitados. Os doces e refrigerantes muito frequentes na alimentação dos jovens devem ser consumido em porções mínimas. As verduras e frutas são os alimentos que podem ser consumidos todos os dias, juntamente com os alimentos integrais mais nutritivos e rico em fibras. Pães, massas, raízes e tubérculos estão no grupo dos animais energéticos, que são muito importante para os jovens que gastam bastante energia em suas atividades.

Editado por Helena Krüger

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tabagismo: jovens de sorrisos amarelos

Bárbara Brandão

Cada vez mais cedo, este grupo coloca a saúde bucal em risco e se torna dependente do cigarro

A juventude é uma das fases da vida em que a vaidade mais se expressa. Nas ruas, bares, colégios e festas é comum encontrar jovens reunidos conversando e sorrindo. Neste momento é que surge a questão: como vai a saúde bucal dos adolescentes de hoje? O uso de drogas como o cigarro tem colocado em discussão como os futuros adultos irão sorrir daqui alguns anos.
Os cigarros vieram para o Brasil durante a colonização, mas estiveram no auge quando a indústria publicitária passou a ilustrá-los como sinônimo de elegância e poder. Nesse momento, houve uma grande explosão no número de consumidores. No entanto, aos poucos essa imagem foi sendo destruída com as descobertas dos malefícios. Em 2011, o Inca (Instituto Nacional de Câncer), lançou o livro "Situação do Tabagismo no Brasil", que contém pesquisas que comprovaram que 77,9% dos fumantes de cigarro no dia a dia têm menos de 20 anos.
Jovens começam a fumar cada vez mais cedo

A estudante Camila Ito, de 21 anos, faz parte desses números. “Eu já fumo há cinco anos e comecei aos poucos, hoje já não consigo ficar muito tempo sem fumar. Acho que se eu quiser parar até consigo”. Hoje, os avanços da medicina já provaram o quanto o cigarro prejudica o organismo do ser humano. Os pulmões são um dos principais órgãos a serem atingidos, pois a fumaça do cigarro prejudica as irrigações entre pulmão e coração. Além disso, o tabagismo é um dos principais causadores de câncer no pulmão, laringe e boca. A dentista Julia Emiko Nakamura explica: “Se a pessoa tem essa propensão a ter o câncer, o cigarro vai favorecer para o aparecimento. O câncer de boca é causado pelo quente do momento em que se puxa. Isso vai lesionando. Quando fuma, o cigarro fica sempre no mesmo local de boca, aquele local normalmente vai sendo lesionado e a pessoa nem percebe”.
O tabaco pode ainda danificar a pele, o hálito e os dentes do fumante, confirma a dentista. “A nicotina do cigarro impregna nos dentes, deixando aquela superfície que era lisa, rugosa. Assim, o dente acumula placa bacteriana e o tártaro se forma com facilidade”. A fumante Camila alerta para outro ponto: “Ainda não senti diferença na cor dos meus dentes. Mas vejo meu organismo reclamar quando me dá crises de tosse e quando faço algum exercício. Acho que antes de fumar não me cansava tão rápido como agora”.

Editado por Helena Krüger