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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Prática da corrida traz benefícios para uma vida mais saudável

Mario Raposo Junior

Você é daquelas pessoas sedentárias que sempre falam que vão começar a fazer exercícios, mas sempre vão deixando para depois? Que tal começar a deixar a preguiça de lado e começar a correr? Além de ser gratuito e poder ser praticada em quase qualquer lugar, a corrida exercita quase todos os músculos, queima gorduras e libera endorfina, substância que dá sensação de prazer após o exercício físico.

A corrida traz benefícios para o coração e exercita quase todos os músculos do corpo

Mas é importante não forçar o corpo logo de cara. Segundo o personal trainer Marcelo Sampaio, é importante intercalar entre corrida e caminhada na primeira semana, para que o corpo não canse tanto e vá se acostumando aos poucos com o exercício. “É bom começar andando por cinco minutos e correndo por um, depois andando quatro e correndo dois e assim por diante, até que a pessoa consiga correr cinco minutos e andar um”. Marcelo ressalta também que é importante não passar de três vezes por semana com o exercício, para não fadigar demais os músculos.
O jornalista Douglas Belan começou a correr recentemente e diz já estar sentindo diferença. “Agora tenho muito mais fôlego, não me canso tão facilmente como antes”. A profissional de educação física Patricia Seliger também é adepta da corrida. “Pra mim é o melhor exercício, pois além de eu poder fazer em qualquer lugar, é uma das melhores maneiras de queimar gorduras”.
E uma boa notícia para as mulheres, além dos benefícios já citados, a corrida combate a celulite e varizes, já que ajuda na circulação sanguínea. Mas lembre-se de escolher um calçado bom e confortável antes de praticar o esporte, fazer alongamento e consultar um profissional para não se machucar.

Editado por Helena Krüger

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Semana Acadêmica de Fisioterapia reúne acadêmicos, educadores e profissionais da saúde

Poliana Kovalyk

O Colegiado de Fisioterapia da Faculdade Guairacá está realizando sua primeira semana de estudos acadêmicos, com o tema “Fisioterapia: Novos Caminhos”.
A I Semana Acadêmica de Fisioterapia reúne acadêmicos, educadores e especialistas e, segundo Ernani José Zampier, um dos organizadores do evento, a semana tem por objetivo promover uma integração entre os profissionais da saúde e demais discentes e docentes de outras faculdades do município, além de proporcionar um aprimoramento técnico científico. “O intuito de tudo isso é sempre trazer o conhecimento pra dentro da faculdade, além daquilo que é ensinado em sala de aula. Também é trazer pessoas de fora, com outra visão, para mostrar um pouquinho o que acontece por fora da faculdade, do meio profissional pra atuação do profissional”.
O evento teve início neste final de semana, dias 15 e 16, com os minicursos “Diagonais de Kabat”, “Atuação prática do Fisioterapeuta na Uroginecologia” e “Oesteopatia”. Para os interessados em participar das palestras a serem proferidas durante a semana, as inscrições podem ser realizadas nos locais de evento, com valor de R$75 para profissionais e R$65 para acadêmicos.
Confira a programação das palestras, que serão realizadas no Centro Recreativo Guairacá, no Alto da XV:

Segunda-feira (17)
21h – Palestra “AFIC – a importância da associação para a Fisioterapia”, com o Dr. Willian Nogata

Terça-feira (18)
19h – Palestra “Obesidade Mórbida”, proferida pelo Dr. Luiz Fernando Rocha
21h – II Seminário de Pesquisa e Extensão e I Mostra de Invenções

Quarta-feira (19)
19h – Palestra “Abordagem fisioterapêutica em pacientes mastectomizados”, proferida pela Dra. Juliana Carvalho Scheleder.
21h – Palestra “Atuação da Fisioterapia Coloproctológica”, proferida pela Dra. Kelli Rizzardi Alves.

Quinta-feira (20)
19h – Palestra “Ventilação Mecânica”, com o Dr. Esperidião Elias Aquim
21h – Palestra “Influência das emoções no Controle Postural”, com o Dr. Luiz Pimentel

Sexta-feira (21)
19h – Palestra “Atribuições Profissionais – CREFITO” com a Conselheira Dra. Naudimar Di Pietro

Editado por Ana Carolina Pereira

domingo, 10 de julho de 2011

Como lidar com o estresse?

Yarê Protzek

Com o dia a dia corrido, esse é um problema que atinge cada vez mais a população

Dores de cabeça, dores pelo corpo, quadro emocional alterado. Esses são alguns sintomas que Ana Maria Souza começou a sentir no começo de 2008. Preocupada com a possibilidade de ser algo maléfico a sua saúde, resolveu ir a um médico. Após fazer uma bateria de exames e constatar que fisicamente estava tudo certo, o médico aconselhou-a a procurar uma psicóloga. Ao relatar o que sentia, descobriu que o seu problema era um enorme grau de estresse gerado devido à correria do dia a dia e problemas pessoais. Orientada pela psicóloga, começou a seguir várias recomendações para lidar com essa situação, como praticar exercícios físicos - algo que mantém até hoje, já que melhorou significativamente o seu quadro de estresse. Depois de contar o seu problema para alguns conhecidos
e fazer pesquisas sobre o assunto, Ana se deu conta de que é apenas mais uma brasileira a enfrentar essa situação tão comum nos dias de hoje e que afeta boa parte da população em todas as faixas etárias.

O acúmulo de tarefas é um dos motivos causadores do problema

No caso de Ana Maria, o estresse apareceu aos 40 anos. Já com Luiz Paulo Garcia, os sintomas apareceram aos 19. “Devido a minha carga diária de trabalho e estudo, eu estava sempre cansado e o sistema imunológico muito baixo. Quando fui ao médico uma vez para tratar de um problema aleatório, minha pressão cardíaca estava muito alta, 19 por 8". Luiz fez vários exames e constatou que o aumento da sua pressão relacionava-se ao estresse. Depois de tratar, observou melhoras significativas. “Meu humor melhorou, o que implicava em relacionamentos melhores. Fiquei mais ponderado, mais analista e estava mais calmo, consegui compreender melhor as coisas que se passavam a minha volta, aproveitar mais os momentos”.

Fases do estresse

Ainda hoje, são poucas as pessoas que entendem o que é o estresse, quais são os sintomas e tratamentos. A psicóloga Viviane Schüssler conta que ele é “uma reação do organismo que ocorre quando a pessoa precisa lidar com situações que exijam grande esforço emocional para serem superadas. A situação pode durar mais e quanto mais grave ela for, mais a pessoa ficará estressada”. Ela também comenta que o stresse pode ser dividido atualmente em quatro fases.
A primeira é conhecida como “fase de alerta”, quando a principal característica é a aceleração do metabolismo. Ela também é denominada como estresse positivo. Viviane explica que “ansiedade demais é prejudicial, mas ela impulsiona o ser humano a ter uma atitude, essa primeira fase move as pessoas a terem reação. Ela faz com que os indivíduos produzam e sejam mais criativos.O estresse ideal é quando a pessoa aprende a manejar a fase de alerta e gerenciar essa fase de uma forma eficiente. Ela consegue alternar em estar alerta e sair da alerta”.
A segunda fase é chamada de “fase da resistência”. Nela, o cansaço toma conta e há mais chances de o organismo desenvolver problemas como gripes e dores de cabeça. Há, também, perda de memória.
A terceira é conhecida como “a quase exaustão”, na qual o indivíduo terá um decréscimo na sua produtividade, perda de memória e dificuldade de concentração. Nesse momento, a vontade de socializar com outras pessoas é quase nula.
A última e mais preocupante é a “fase da exaustão”. O indivíduo pode até ser hospitalizado devido às enfermidades citadas na fase dois que adquirem uma intensidade maior. Doenças mais sérias, como hipertensão arterial crônica, úlcera gástrica, diabetes, depressão, problemas de pele, dentre outros, se instalam no organismo com mais facilidade.
O combate ao estresse não é fácil e a melhor maneira de tratar é pedir ajuda a um psicólogo para detectar os desencadeadores do problema, identificar o estágio para aprender a lidar com as situações sem entrar na fase exaustiva. Independentemente das medidas, o reconhecimento da dificuldade é o primeiro passo para a cura. “Você estando consciente dos seus problemas, fica mais fácil de você reagir a eles”, conta Ana Maria.
Pequenas atitudes podem evitar o surgimento do estresse. Manter o ritmo biológico, respeitando, sobretudo, o sono, fumar e beber menos, ter uma alimentação mais saudável, socializar mais com amigos e fazer exercícios físicos são algumas formas de evitar. É preciso estar em alerta aos sintomas que o seu corpo e a mente apresentam. “Nossa mente precisa de atenção. Quando não estamos bem mentalmente, não conseguimos realizar um bom trabalho, fazer com que as coisas vão para frente. Apenas nos frustramos e frustramos as pessoas que estão a nossa volta, uma vez que o nosso humor sofre oscilações o tempo todo”, ressalta Luiz Paulo.
O estresse não é uma doença atual e muitos estudiosos se dedicam para analisar os principais sintomas que ele causa. A psicóloga comenta que “o dia a dia está exigindo mais das pessoas, elas estão mais comprometidas com o trabalho ou têm uma carga horária muito maior, e também há as questões financeiras. Dessa maneira, as pessoas têm mais dificuldades de lidar com essa pressão diária, com as situações que exigem maior esforço emocional, então elas acabam não reagindo tão bem e ficando estressadas”.

A prática regular de exercícios e uma alimentação equilibrada ajudam a combater os sintomas

Editado por Gabriela Titon

sábado, 9 de julho de 2011

Importância da prevenção de doenças é ressaltada no Dia Mundial da Saúde Ocular

Gabriela Titon

Dia 10 de julho é o Dia Mundial da Saúde Ocular, instituído pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Estimativas da OMS apontam que 180 milhões de pessoas no mundo apresentam algum tipo de deficiência visual, das quais cerca de 50 milhões são cegas. Por esses fatores, nesta data ampliam-se os debates sobre a importância da prevenção e da detecção precoce de alterações no funcionamento dos olhos. Em qualquer fase da vida, é necessário o acompanhamento regular por um médico oftalmologista. Doenças como hipertensão e diabetes, por exemplo, podem provocar o aparecimento de sintomas oculares e requerem acompanhamento constante. A visão pode ser afetada por doenças como a conjuntivite aguda bacteriana, a conjuntivite aguda viral, o tracoma, a catarata e o glaucoma.

De acordo com o MS (Ministério da Saúde), algumas ações são fundamentais para a proteção: usar protetor ocular sempre que houver risco de algo atingir os olhos; lavá-los com água limpa se cair qualquer líquido neles; usar óculos ou lentes de contato apenas quando prescritos por médico oftalmologista; no caso das mulheres, tomar cuidado com as maquiagens, já que algumas podem provocar alergia; utilizar óculos escuros em ambientes com claridade excessiva; usar medicamentos somente com prescrição médica; e consultar um oftalmologista periodicamente.

A visão em cada idade

Para detectar possíveis problemas desde cedo, é essencial a gestante realizar o acompanhamento pré-natal. Da mesma forma, o teste do olhinho deve ser feito com todo recém-nascido. Os pais devem levar a criança a uma consulta oftalmológica no primeiro ano de idade, mesmo que ela não apresente sintomas.

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, durante a adolescência, frequentemente são diagnosticados problemas como a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia. Nessa fase, é comum a busca de correção por meio do uso de lentes de contato ou de cirurgia refrativa, como alternativa ao uso de óculos. Outra doença comum em pessoas de 13 a 20 anos é o ceratocone, que provoca irregularidade da córnea e não tem cura. No entanto, quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhor é o resultado do tratamento.

Para os adultos, a visão começa a apresentar falhas em torno de 40 anos de idade. Queixas como sensação de vista cansada, coceira nos olhos, dificuldade para focalizar imagens próximas e lacrimejamento são as mais comuns. Além da presbiopia (ou vista cansada), outros problemas são mais frequentes a partir dessa idade são a catarata, o glaucoma e a retinopatia diabética.

Já para os idosos, a visão pode ser afetada em diferentes aspectos, como percepção de cores, campo visual, visão noturna, visão de perto e de longe. As principais causas dessas alterações são catarata, glaucoma e DMRI (degeneração macular relacionada à idade). Se a baixa visão compromete a autonomia do indivíduo, consequentemente prejudica sua qualidade de vida. O idoso que enxerga mal tem dificuldades nas tarefas diárias comuns e, além disso, aumentam-se os riscos de queda, atropelamento, uso trocado de medicação ou dosagem errada.


Medicamentos, lentes de contato e óculos devem ser utilizados somente
com orientação de um oftalmologista

Editado por Yorran Barone

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quando a obsessão se torna um transtorno

Ana Carolina Pereira

Os transtornos alimentares apresentam os primeiros sintomas no período de transição da infância para a adolescência. A obsessão, que inicialmente pode surgir de pequenas preocupações com o estereótipo de beleza, pode virar um transtorno e se tornar algo mais grave e, como consequência, privar os princípios básicos de uma alimentação saudável, conquistando a ilusão dos insatisfeitos com o próprio corpo.


A obsessão pode surgir de pequenas preocupações

A bulimia é um exemplo clássico de transtorno alimentar, correspondendo a um quadro de desequilíbrio psicológico decorrente das alterações no comportamento alimentar. Momentos de voracidade por alimentos, seguidos de culpa, abuso de agentes purgativos e auto-indução ao vômito são características da rotina de um bulímico.

O distúrbio, que começou a ser estudado pela medicina no início da década de 1940, até 1970, não era reconhecido como um transtorno psiquiátrico. Já em 1980, com o surgimento do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais III, houve uma conscientização sobre o quadro clínico da doença seguido do aperfeiçoamento de técnicas de diagnósticos e métodos de tratamento. As preocupações com a aparência surgem logo cedo, como relata a estudante e vítima da doença V.R., que prefere não se identificar. “Aos quinze anos, comecei a comer descontroladamente e a engordar, quando me informei sobre a bulimia vi que poderia dar certo”.

Nos últimos anos, a bulimia ficou reconhecida como a síndrome da modernidade, com incidência maior de casos entre mulheres de 15 a 25 anos. Com isso, a doença tornou-se um desafio enfrentado mundialmente. No Brasil, por exemplo, ela corresponde de 2% a 3% das mulheres. As conseqüências deixam marcas para toda a vida, como afirma V.R. “O pior foi quando eu tomei uma mistura de Franol, aspirina e café, quase me deu uma taquicardia. Sem falar na depressão que anda de mãos atadas com a bulimia. Mas a pior marca que a doença deixou foi ter desenvolvido gastrite".

Além dos conflitos induzidos pela ideologia da magreza, a bulimia desenvolve anomalia psíquica, caracterizada essencialmente pela variação de humor, motivação excessiva e instabilidade geral. É o que explica a nutricionista Darla Silvério: “um mix desses sentimentos permeiam o bulímico, a falta de controle é o mais comum, o que leva o paciente a comer desesperadamente como se fosse sua última refeição. Depois, forte sentimento de culpa toma conta, levando à depressão e a um novo quadro de descontrole e, assim, torna-se cíclico”.

Ela afirma também as dificuldades que permeiam o tratamento. “É um grande desafio, na verdade o principal apoio no início do tratamento é o de cunho psicológico, pois o acompanhamento nutricional só será efetivo se o paciente estiver consciente da sua situação e estiver disposto a mudá-la.

Michelle Stolfi, que por anos lutou contra o transtorno alimentar, relata a dificuldade que teve com a doença. “O sofrimento e a depressão tomaram conta da minha vida, quando não tive mais saída procurei um psicólogo e fiz acompanhamento nutricional para enfrentar a bulimia. Me tratei e aprendi a reconhecer a felicidade em pequenas coisas da vida”. A médica alerta: “a cura requer um tratamento multidisciplinar, com medicamentos, acompanhamentos psicológicos e nutricionais”.

O resultado é, também, relativo ao convívio familiar e social, como aponta a nutricionista. “Os fatores sociais e psíquicos são fundamentais para o sucesso do tratamento. Cada pessoa corresponde a uma forma, para alguns pode levar poucos meses, para outros até anos e, em casos mais graves, o acompanhamento por toda a vida é necessário”.


O abuso de agentes purgativos se torna frequente

Editado por Yorran Barone

Pequena atitude que faz a diferença

A doação de medula óssea é importante e não causa danos aos doadores

Yarê Protzek

Boa parte das pessoas já ouviu falar sobre a doação de medula óssea e como ela pode ser fundamental para quem precisa. Contudo, ainda há algumas dúvidas e receios sobre como ocorre o processo de doação, se há algum perigo para o doador, entre outras questões.

A professora de enfermagem Vanessa Neroni comenta que o transplante de medula óssea é importante "para ajudar pacientes que possuem leucemia, linfomas ou algum tipo de anemia mais grave. É uma alternativa buscada quando todos os demais tratamentos possíveis já não fazem mais efeito. O transplante da medula óssea é uma possibilidade de salvar a vida da pessoa".

Todos aqueles que possuem entre 18 e 65 anos e têm boa saúde podem fazer o cadastro para serem doadores. Não é necessário estar em jejum e mesmo quem já teve alguma doença, como a hepatite, por exemplo, pode ser doador. No cadastramento, são respondidas algumas perguntas e coletado cerca de 5 ml de sangue para se fazer a análise de compatibilidade. A coleta de sangue define as características genéticas do doador e essas informações vão para o banco de dados, no qual são feitas outras análises para verificar se há compatibilidade com aqueles que necessitam do transplante.

Vanessa também explica que ao realizar o cadastramento o nome do doador vai para um banco de dados nacional. De acordo com o Incra (Instituto Nacional do Câncer), há aproximadamente 2 milhões de pessoas cadastradas para a doação de medula óssea. Contudo, se alguém de outro país precisar do transplante e for compatível com algum doador, este também pode ser feito. “Pode ser que alguém da Alemanha, por exemplo, seja compatível com algum doador daqui. Se isso ocorrer, a pessoa vai para Curitiba, faz todos os exames necessários, lá eles retiram a medula óssea que vai ser levada até o paciente que precisa. Em Curitiba, o doador tem todas as despesas pagas como hotel e passagem para ela e mais um acompanhante durante todo o período de doação”.


O cadastramento é a primeira etapa para ser doador de medula óssea

O transplante não é um processo complicado. A medula é retirada do interior dos ossos da bacia e se recompõe em aproximadamente 15 dias. O interessado não precisará mudar os seus hábitos para a doação, que é feita em centros cirúrgicos com anestesias e dura em torno de duas horas. São retirados no máximo 15% de medula, o que não compromete a saúde do doador.

Cadastramento em Guarapuava

O cadastramento de mais doadores é de suma importância, já que, de acordo o Inca, a chance de encontrar uma medula compatível é de uma em 100 mil pessoas.

Levando em consideração a importância da doação de medula óssea, em junho foi realizada no campus Santa Cruz da Unicentro a campanha de cadastramento para doadores. No primeiro dia, foram preenchidos cerca de 300 cadastros e no segundo, uma média de 250. A ideia de realizar a campanha surgiu dos alunos de administração da universidade com o intuito de ajudar a filha da professora Karin Franciosi, que tem dez anos e precisa do transplante de medula óssea. “Não é só a minha filha que pode se beneficiar com a campanha. Existem muitas outras pessoas que procuram um doador compatível, por isso estamos na luta para conseguir mais adeptos a causa”.

Estudante Mariana se prepara para a coleta de sangue

A estudante de letras Mariana Kawano compareceu no primeiro dia da campanha. “É importante fazer o cadastramento porque a gente pode salvar a vida de outras pessoas que precisam. Muitos dependem da medula óssea para o tratamento. Com a doação, podemos salvar a vida de alguém e isso é muito gratificante”.

Aqueles que não residem em Guarapuava ou não tiveram a oportunidade de comparecer no dia da campanha, também podem se cadastrar. O hemocentro de cada cidade realiza o cadastramento todos os dias, basta apenas ir até lá e pedir para preencher o cadastro.

Fila para o cadastramento de medula óssea no campus Santa Cruz

Editado por Yorran Barone

segunda-feira, 4 de julho de 2011

TOC atinge grande parte da população

Yorran Barone

Com as significativas mudanças sociais e econômicas desta nova era surgiu uma nova categoria de enfermidades, denominada “doenças do século XXI”. Entre estas figuram as depressões, transtornos e distúrbios. Neste emaranhado, o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) atinge cerca de 2% da população mundial.

Esse é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos. São idéias persistentes, impulsos ou imagens que ocorrem de uma maneira invasiva na mente da pessoa gerando muita ansiedade e angústia.

Geralmente na infância tem início e na adolescência se comprova o problema. O atendente de lanchonete Valdinei Batista dos Santos, atualmente com 39 anos, sofre com isto desde os 14 anos. Ele conta que para eliminar o pensamento de um possível falecimento, sempre era necessário cumprir um ritual. “Fazia o sinal da cruz toda hora. Em média 300 vezes por dia. Esta era a única forma de me deixar tranquilo e voltar a pensar em outros assuntos”.

As consequências do transtorno variam de isolamento e falta de atenção a rituais que tomam grande parte do tempo. Valdinei sofreu bastante e acredita que o fato de se distanciar fez ele perder bons momentos da vida. “Sempre ficava na minha. Não tinha muito ânimo para conversar e conseqüentemente não possuía muita relação com as pessoas”.

O TOC gira em torno disto, como explica a psicóloga Ângela Cristina Silva. “A comprovação do transtorno se dá quando a pessoa não consegue viver os outros aspectos da vida por causa dos pensamentos obsessivos”.

A cura ainda não foi descoberta. Contudo, já existe tratamentos. A terapia cognitiva comportamental é um exemplo de tratamento que tem bons resultados. São estudados os momentos da vida do indivíduo e, às vezes, é necessário a ingestão de remédios e também acompanhamento psiquiátrico. O mais interessante é que quem sofre sabe do problema, mas os pensamentos são tão invasivos que eles não conseguem evitá-los.

Valdinei faz o tratamento há 17 anos. E após um longo período de recuperação, já sente melhoras significativas. “Hoje em dia já falo mais. O único problema é o eventual retorno destes “maus” pensamentos”, conta.

O Brasil possui uma associação que trabalha com estes casos, a ASTOC (Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo) cuida de pessoas que apresentam estes problemas.

Editado por Luciana Grande

domingo, 3 de julho de 2011

Atividade física também é importante no inverno, afirmam especialistas

Barbara Brandão

O inverno deixa a maioria das pessoas com preguiça de sair de casa, o que é bastante incomum em outras estações do ano. Em dias de temperatura baixa, as pessoas preferem ficar em casa e se aquecerem debaixo das cobertas, se alimentando de coisas quentes que possam amenizar um pouco o clima frio. Essa alimentação normalmente não vem acompanhada da prática de exercícios físicos, resultando naqueles quilos a mais.

A educadora física, Débora conta qual a importância dos exercícios físicos no inverno: “Neste período do ano o metabolismo de cada indivíduo trabalha mais para conseguir aquecer o corpo, com atividade física esse processo acontece ainda mais acelerado. Por isso aconselhamos todos a não pararem a prática no inverno”.

A prática de exercícios é fundamental também no inverno

São poucas as pessoas tem ânimo e segue as palavras da educadora. A estudante Marina Giombelli é uma delas. “Eu acho que a academia funciona se for algo regular, rotineiro. Se você parar no inverno, tem grandes chances de regredir tudo o que você trabalhou. Sem contar que no inverno comemos mais e coisas mais calóricas”.

Débora ainda alerta para outros benefícios que os exercícios podem trazer no inverno. “Realizar exercícios nessa época do ano é excelente para a prevenção das doenças respiratório de inverno, porque deixa o corpo mais resistente”.

Há pessoas que preferem praticar exercícios como a caminhada e a corrida ao ar livre. Desta forma, procuram os parques para apreciar as paisagens bonitas. Há outro tipo de pessoas que preferem academias. Entretanto, o vento frio (muito habitual em Guarapuava), tem afastado as pessoas desses locais, que estão cada vez mais vazios. As academias que precisam dos alunos para se sustentar sofrem bastante nessa fase do ano. “Basta fazer um friozinho que o numero de alunos já cai. Neste inverno a coisa ainda está boa, porque fizemos uma promoção para matricular alunos novos. Mas, já tivemos invernos de perdemos 90% dos alunos”, lamenta a secretária de uma das academias da cidade.

Muitas academias perdem alunos com as baixas temperaturas

Para um inverno saudável, além da atividade física contínua é importante cuidar da alimentação. Mesmo com corpo pedindo por alimentos cheios de açúcar e gordura, é necessário ter uma alimentação balanceada.

Editado por Ellen Rebello

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dengue: um cuidado que não deve ser esquecido no inverno

Ações de combate ao mosquito exigem medidas preventivas constantes

Ana Carolina Pereira


Com a chegada do inverno e a diminuição das chuvas o mosquito da dengue, Aedes aegypti, não para. Ao contrário do que muitos pensam, o inverno é o período certo para combater esse mal e evitar futuras epidemias. No clima frio e com menor incidência de chuva, o inimigo recua, mas sabemos onde ele está escondido à espera de um contra-ataque.

Os cuidados nunca são demais

O inverno é um período em que há redução de casos notificados e, com isso, a doença sai das manchetes dos jornais, caindo no esquecimento da população que, aos poucos relaxam e descuidam dos possíveis focos em suas casas e região onde vivem. Mas é preciso alerta. Mesmo sem chuvas há outros meios de reprodução do mosquito. Como é o caso das piscinas, que no inverno fica inutilizada e, muitas vezes, com água parada, o que acaba atraindo o mosquito.

Os cuidados básicos, que todos nós já sabemos, mas nem sempre observamos, são essenciais, especialmente no período de férias, em que muitas pessoas viajam. Por isso, é bom lembrar: vedar ralos e caixas d’água, fechar o vaso sanitário, observar as calhas e eliminar os pratinhos das plantas, ao invés de colocar areia. Manter os quintais bem varridos, eliminando matéria orgânica, como folhas e restos de alimento de animais.


Deve-se observar as calhas e ralos

Para minimizar os riscos no inverno, período em que há um descuido de boa parte da população, os agentes públicos continuam suas atividades. Em Guarapuava, por exemplo, são realizadas campanhas de esclarecimento e operações de combate a dengue pela 5º Regional de Saúde. O atendimento municipal é realizado por uma equipe de agentes especializados. O grupo efetua vistorias em terrenos baldios, residências, borracharias e em pontos estratégicos para o desenvolvimento do inseto transmissor da doença.

O trabalho também pode ser feito através de denuncias, sobre as áreas de riscos, encaminhadas a equipes de atendimento. O supervisor responsável pela campanha de combate a dengue, Marcos Roberto, explica o processo de atendimento. “A pessoa suspeita de contrair a doença é mantida em observação e, após sete dias de sintomas como febre, dor de cabeça e dor no corpo é encaminhada para fazer alguns exames”.

Segundo o supervisor, apesar das divulgações, em 80% dos casos acompanhados no município, os focos do inseto são encontrados em residências por falta de atenção às recomendações preventivas. Ele ainda alerta para o quatro sorotipos da doença. “No Paraná, as ocorrências predominam o sorotipo número três, pessoas que já tiveram dengue podem contrair a doença novamente por não conter no organismo anticorpos para a defesa de um novo sorotipo”.

Para o presidente do Conselho Municipal Saúde, Antônio Carlos de Deus, o combate a dengue depende da conscientização de todos. “É preciso que haja mudanças no comportamento, para os moradores de áreas urbanas e rurais redobrem os procedimentos de prevenção, como exemplo evitando o acúmulo de lixos e água em quintais e terrenos baldios.

Desde o início do ano, foram registrados 80 casos suspeitos da doença na região de Guarapuava, e três casos confirmados. Os resultados comprovam que, embora com temperaturas negativas nas últimas semanas, o mosquito da dengue continua ativo o que torna essencial a conscientização no combate a dengue também com a chegada da nova estação.

Editado por Vinicius Comoti

Rotary e Rotaract atuam para a erradicação da Poliomielite

Helena Küger

Durante a semana do dia 13 a 18 de junho foi realizada a primeira etapa da campanha de vacinação da pólio no Brasil de 2011, e no sábado (18) foi o Dia Nacional de Vacinação da doença no país, o chamado dia D contra a poliomielite.

Nesse contexto lembra-se da atuação de um clube de serviços, o Rotary Internacional que há vinte anos desempenha um trabalho para que a pólio seja erradicada no mundo. No Brasil quando o governo em 1986 criou a figura do “Zé gotinha” para a campanha contra a pólio, o país também teve como parceiro o clube que contribuiu financiando vacinas para que todas as crianças brasileiras de 0 a 5 anos estivessem imunizadas.

Para muitos jovens e adolescentes dessa geração ouvir falar de algumas doenças é sinônimo de acontecimentos do passado. Com o desenvolvimento da medicina e principalmente das vacinas, muitas patologias foram extintas do mundo. Atualmente a poliomielite é uma dessas doenças que se conseguiu controlar e hoje até mesmo é desconhecida para alguns.

Desde 1994 o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da patologia. Hoje apenas em quatro países no mundo ainda há casos endêmicos da poliomielite no Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Ainda há poucas décadas a poliomielite, também conhecida por paralisia infantil, afetava milhares de crianças no planeta. A descoberta da vacina na década de 50 por Jonas Salk e Albert Sabin possibilitou imunização ativa da poliomielite através vacina inativada injetável e da vacina atenuada oral, a famosa “gotinha”, possibilitando a erradicação da pólio a nível global. O médico e imunologista Gilberto Saciloto explica que a poliomielite é uma doença que atinge os nervos, causa uma inflamação que paralisa os músculos principalmente em membros inferiores, deixando a criança sem andar. “É uma doença que há muitos anos está controlada, pois foi aplicada uma grande quantidade da vacina com o vírus atenuado que chega até mesmo em pessoas que não receberam, foi uma iniciativa que deu certo”.

Rotariana dando as gotinhas da vacina contra a Poliomielite

Fundação Rotaria

O que ainda poucos sabem é que tão importante quanto a descoberta da vacina para a erradicação da poliomielite na maioria dos países foi a atuação do Rotary Internacional, uma organização não governamental que por meio de programas humanitários e projetos promove o bem e paz no mundo e tem como lema “ Dar de si antes de pensar em si mesmo”. A ação do Rotary na luta contra a poliomielite teve início em 1979, quando a organização se comprometeu a adquirir e distribuir doses de vacina para imunizar seis milhões de crianças nas Filipinas. Esse primeiro projeto incentivou rotarianos a ampliar a meta e possibilitou o planejamento de um dos programas mais ambiciosos do Rotary o Polio Plus que tem como objetivo imunizar todas as crianças do planeta contra a poliomielite. A partir dessa decisão vários estudos foram realizados pela instituição para pesquisar formas de se alcançar esse resultado. O Rotary foi o pioneiro em vislumbrar que a partir da vacina Sabin, com apenas duas gotinhas garantiriam 100% de eficácia para eliminar o vírus da Polio nas pessoas. Em 1985 a Fundação Rotaria lançou a todos os rotarianos a difícil missão de financiar a vacina e a distribuição dela em quase todo o mundo. Mais tarde realizou parcerias da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Centro Norte Americano para Controle e Prevenção de Doenças (CDS) e Ministérios Nacionais da Saúde. Até hoje o Rotary foi responsável por imunizar mais de 2 bilhões de crianças no planeta. Hoje o programa End Polio ainda é prioridade da organização. Em Guarapuava a rotarianos e rotaractianos se mobilizam para arrecadar fundos para o projeto.

A enfermeira e rotariana do Clube Rotary Guarapuava, Ana Paula Dezoti conta a contribuição do clube que a cada ano doa no mínimo 1.000 dólares para a causa, a partir da realização da tradicional festa do Barreado na cidade. “Ano passado doamos 3 mil dólares parao Polio Plus com isso recebi o título de Paul Harris , que é a mais importante homenagem que Rotary faz às pessoas que contribuem com a paz mundial e a compreensão entre os povos”. O rotariano Audinei Doreto também enfatiza a importância do Rotary na erradicação da doença, “ Foi o Rotary que financiou até mesmo no Brasil as primeiras campanhas de vacinação. Hoje o governo pode pagar, então estamos focados em acabar com a pólio nesses quatro países, está muito perto de conseguirmos realizar esse sonho”. A eliminação da Poliomielite está realmente perto de ser concretizada. Juntamente com o Rotary, a recentemente Fundação Bill e Melinda Gates está empenhada em também financiar as vacinas propondo um desafio ao Rotary. “O Bill Gates se comprometeu que se os rotarianos do mundo inteiro conseguirem arrecadar 200 milhões de dólares a Fundação doará o dobro para, enfim, a doença não atingir nenhuma criança no mundo”, comenta Doreto.

O Rotaract Club de Guarapuava, também vinculado a Fundação Rotaria, que é composto por jovens de 18 a 30 anos já no seu primeiro ano de existência arrecadou fundos para a campanha de erradicação da Poliomielite no mundo. André Justus, rotaractiano conta que é o único clube do distrito a destinar verbas para o Polio Plus “ O governador do Rotary do distrito pediu ajuda dos Rotaracts e nós respondemos com uma ajuda de mil reais, mas já estamos com projetos de ampliar a doação por meio da realização da festa da II Noite das Batatas em Guarapuava”.

Os três Rotarys e o Rotaract de Guarapuava também estiveram presentes na campanha de vacinação desta semana, vacinando crianças em pontos de vacinação nos supermercados. Vale enfatizar que qualquer pessoa pode doar e contribuir para erradicação da doença no mundo. Para saber mais sobre o projeto é só acessar o site www.rotary.org.br ou http://www.thisclose.net/ que tem como lema “ Por estarmos juntos falta só isto para acabarmos com a pólio”.

Rotarianos no sábado (18), dia D da vacinação contra a pólio

Editado por Yarê Protzek

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Doação de sangue: um gesto de amor

Nathana Damico

No dia 14 de junho é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi criada pela Organização Mundial de Saúde e tem por objetivo conscientizar sobre a importância da doação voluntária de sangue.

O aposentado Iran Carneiro, 64, doou sangue por mais de vinte anos “A primeira vez que doei sangue, foi para minha irmã após uma cirurgia que ela realizou. Depois disso comecei a doar habitualmente por cerca de 20 anos. E só parei de doar sangue devido a uma pneumonia.” A doação é um ato de amor ao próximo e também ajuda a salvar vidas. Para ser um doador basta procurar o hemocentro ou hemonúcleo da sua cidade.

Em Guarapuava o hemocentro fica na rua Afonso Botelho,134, no bairro Santana. Aqueles que querem doar sangue precisam passar por uma avaliação médica, ter entre 18 e 65 anos e pesar no mínimo 50 Kg.

Iran carneiro, estimula o gesto “eu incentivo esse ato pelo fato de ajudar outras pessoas. Para quem doa não faz diferença nenhuma, quanto à saúde. Normalmente são tirados apenas 400 mililitros de sangue. E a única reação que algumas pessoas podem ter, é quando termina o processo, elas podem ter a sensação de estarem um pouco fracas. Mas em minutos o sintoma passa.”

Editado por Yarê Protzek

domingo, 12 de junho de 2011

Vacinação contra paralisia infantil começa hoje (13)

Bárbara Brandão

Nesta segunda-feira (13) começa a campanha nacional para a vacinação contra a poliomelite. Todas as crianças menores de cinco anos poderão ser levadas aos postos de saúde de Guarapuava para receber as duas gotas que impedem a paralisia infantil. “Acho muito importante levar minha filha para vacinar, ela ainda é muito pequena e seu organismo ainda frágil. Essa vacina me deixa mais segura”, afirmou a administradora Sabrina Garbin.

No último dia de vacinação, 18 de junho, vai ocorrer o chamado Dia D. Nesta data, postos de atendimento serão distribuídos em pontos estratégicos do município, como escolas, supermercados e terminais, para facilitar o auxílio à população. É importante levar a carteirinha de vacinação e deixá-la em dia.

Doença

A poliomielite ou paralisia infantil é causada pelo vírus denominado poliovírus. A contaminação ocorre por vias orais e afetam o sistema nervoso, provocando paralisia especificamente nos membros inferiores. Na maioria dos casos, o vírus não é letal. Os sintomas mais comuns são febre, mal-estar, sonolência, dor de cabeça, dor muscular, corpo dolorido, náusea, vômito, diarréia ou constipação, e dor de garganta.

Crianças menores de cinco anos devem tomar a vacina

Editado por Gabriela Titon

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aleitamento materno: um ato que faz só bem

Bárbara Brandão

A maioria das mulheres sonha em ter filhos. Quando esse sonho é realizado, o contato com o filho passa a ser uma das coisas mais importantes para ela. A amamentação é uma forma de reforçar ainda mais esses laços, desenvolvendo benefícios para os dois.

O leite materno é rico em diversos nutrientes como proteína, açúcar, vitaminas, sais minerais e gorduras. É produzido pelo organismo da mãe de acordo com a faixa etária em que o bebê se enquadra. Segundo a pediatra Solange Costa Cotlinsky, a criança quando nasce possui um intestino frágil e não tem capacidade para digerir elementos pesados existentes no leite de vaca. Só o leite da mãe possui uma substância chamada IZA, (imuno globina A), que desempenha funções como a de uma vacina, protegendo contra infecções, diarréias e pneumonias.

É essencial que o bebê se alimente exclusivamente do leite da mãe até os seis meses de idade. “A mãe pode amamentar até os dois anos, mas inserindo outros alimentos na dieta da criança, como frutas e verduras”, comenta a pediatra.

O bebê deve se alimentar somente do leite materno até os seis meses de vida

A funcionária pública Simara Catiste teve problemas para amamentar o filho Alison. “Ele parece que não gostava do leite e, aos quatro meses já rejeitava o peito”. Então, ela deu o leite de vaca por indicação médica, mas o filho teve alergias. “Ele não gostava do meu leite, e o de vaca fazia mal, foi algo desumano para mim”. Em razão disso, Simara recorreu ao leite em pó.

A pediatra conta que já atendeu casos de intolerância a lactose e aconselha que as mães continuem amamentando, pois os bebês aos poucos vão tendo o organismo modificado e se acostumam com o açúcar. O ato de amamentar, além dos benefícios nutricionais também é importante para a estrutura física do bebê. Ao realizar o movimento de vai e vem para sugar o leite, o crescimento da mandíbula é estimulado, evitando um possível uso de aparelho ortodôntico. Além disso, há o estímulo ao desenvolvimento das papilas gustativas, responsáveis pela sensação de sabor dos alimentos.
A criança que é amamentada pela mamadeira não vive esse processo, pela falta de necessidade de sucção, o que também favorece a respiração bucal. As vantagens do aleitamento acontecem ao mesmo tempo para a mãe. Solange explica que através da mamada é possível para a mãe perder quinhentas calorias diárias, além de prevenir doenças como o câncer de mama e diabetes.

A comerciante Teresa Castro toma cuidados com a alimentação há cinco meses, desde que Rafael nasceu. “Ainda não tomo refrigerante, deixei de comer chocolate e coisas ácidas por recomendação do meu médico”. A alimentação da mãe também é importante para o bem-estar do filho. Uma rotina de cigarros, bebidas alcoólicas, muitos doces e ácidos é propícia para o desenvolvimento de cólica no bebê. O uso de leites diferenciados também leva ao desencadeamento da mesma.

Editado por Luciana Grande

Baixas temperaturas são um alerta para o cuidado com as doenças respiratórias

Saiba a melhor maneira de prevenir essas doenças

Bárbara Brandão

A chegada de temperaturas mais frias e o ar mais seco tornam o ambiente favorável para a propagação das doenças respiratórias. Essas doenças podem acontecer em qualquer época do ano, no entanto, é mais comum em estações como outono e inverno, já que as pessoas procuram ambientes fechados para se aquecerem, e com isso, vírus e bactérias ganham espaço para circular facilmente.

Baixa na temperatura eleva o número de doenças respiratórias

Gripe, Sinusite, Asma, Bronquite, Resfriado, Caxumba, Meningite, Pneumonia são as doenças mais frequentes nesse período do ano. Entre as enfermidades do gênero, a gripe e o resfriado costumam ser confundidos. A gripe é causada somente pelo vírus influenza, já os resfriados, por muitos outros, como o rinovírus. "A gripe é mais grave. Além dos sintomas de resfriado como coriza, mal-estar e dor no corpo, costuma dar febre alta e a pessoa fica de cama", explica a enfermeira Janaina Guilherme
.

Uma parte específica da população deve redobrar os cuidados, lembra Janaina: “Pessoas que sofrem de doenças respiratórias crônicas e aquelas em que o sistema imunológico é mais frágil estão mais suscetíveis às doenças de inverno porque o corpo não tem forças contra os vírus e bactérias que desencadeiam essas doenças”. É o que confirma a comerciante Larissa Soares. “A cada mudança de temperatura eu pego resfriado, os médicos dizem que acontece isso porque tenho a imunidade baixa.”

Outra doença comum neste período é a Asma. Esta doença que se caracteriza por tosse, aperto no peito e dificuldades respiratórias, ocorre devido à inflamação crônica das vias aéreas. Essa espécie de alergia pode ser desencadeada através de alterações climáticas, contato com poeiras domésticas, pêlos de animais, entre outros. A estudante Fernanda Bonomo recentemente enfrentou uma crise asmática. “Quando menos esperava comecei a sentir dores na garganta, chiado no peito, inchaço e vermelhidão nos olhos e rosto. Me sentia sufocada e tive que ir para o hospital”. O tratamento da Asma para ser eficaz deve ser feito com bastante rigor. “Na consulta, recebi uma cartilha com explicações sobre como proceder durante a crise alérgica, além de receber prescrições sobre os remédios que deveria tomar”, finaliza Fernanda.

Para se proteger das doenças típicas de outono-inverno é imprescindível manter as janelas abertas para a melhor circulação de ar, lavar as mãos frequentemente com água e sabão, em especial depois de tossir ou espirrar. Para as pessoas que sofrem com alergias respiratórias o indicado é redobrar a limpeza em casa para evitar que as crises aumentem. Bichos de pelúcia, almofadas e cortinas acumulam muito pó, por isso, cuidado com estes itens. Antes de usar casacos e cobertores o indicado é sempre lavar, pois ficam guardados no armário por meses e podem acumular ácaros. A melhor maneira de se proteger contra a gripe é a vacina, por isso mantenha a carteira de vacinação em dia.

Gripe A
Os sintomas da Gripe A são similares aos sintomas da gripe convencional, porém, com maior ênfase nos sintomas. Os sintomas são: Febre, Tosse, Dores Musculares, Cansaço, Diarréia, Vômito, Irritação nos Olhos e Fluxo Nasal.A prevenção pode ser feita da seguinte maneira: lave sempre as mãos com sabonete e evite colocar as mãos nos olhos, bocas e ouvidos, e ainda, evite ficar em locais fechados com grande aglomeração de pessoas. Procure sempre locais arejados.

Editado por Poliana Kovalyk

domingo, 5 de junho de 2011

Com a proximidade do inverno, problemas vocais se agravam

Mário Raposo Jr.

A temperatura já começa a cair e junto com o frio, vêm os problemas de garganta. É comum ouvir pessoas com a voz ‘anasalada’ ou com excesso de tosse. Gripe, rouquidão e fadiga vocal são apenas alguns dos problemas que a gelada estação pode trazer, e para quem depende da voz profissionalmente essa pode não ser a melhor época do ano.

Com o frio, elevam-se os problemas vocais

Mas como se prevenir para que a voz não sofra com o frio? Que cuidados devem ser tomados? Segundo a professora de técnica vocal, Eliane Fialho, esses problemas podem ser facilmente evitados se a pessoa tomar cuidados simples, não cometendo exageros como ingerir alimentos muito frios, muito quentes ou muito gordurosos. Segundo a professora, aquecimentos e treinamento vocal também ajudam bastante. “A prática de exercícios minimiza o desgaste da voz e aumenta sua potencialidade”.

Alergias também costumam dar trabalho nessa época do ano. A estudante Anita Hoffman diz sofrer com a rinite. “Com o tempo frio, os ácaros tendem a surgir com mais intensidade, então eu tenho que tomar muito cuidado com a questão de trocar lençóis e travesseiros, pois a rinite acaba afetando diretamente a minha voz”. Segundo a estudante, alimentos como mel, limão e maçã também ajudam a limpar as cordas vocais e fortificar a voz.

Editado por Poliana Kovalyk

sábado, 4 de junho de 2011

Terapia ortomolecular: uma alternativa para manter o equilíbrio

Conhecida como o fenômeno do século, a medicina ortomolecular ganha adeptos com a promessa de combater o envelhecimento, a indisposição física e auxiliar no emagrecimento

Ana Carolina Pereira

Uma terapia capaz de combater o excesso de radicais livres do corpo humano, que dão origem a problemas de saúde, como doenças degenerativas, é a promessa da medicina ortomolecular, que procura restabelecer o equilíbrio do organismo, com a reposição dos minerais essências e a retirada dos tóxicos. Como explica o médico Chao Tsu Wai, “Os alimentos que entram no seu corpo têm que sofrer um processo de queima e, como toda queima, ficam os resíduos. Os de maior quantidade encontrados no nosso organismo são o gás carbono, a água e o mais perigoso deles, os radicais livres, que não são eliminados naturalmente pelo organismo”.

O tratamento ortomolecular, caracterizado por beneficiar o corpo humano, começou a ser estudado com as teses do americano Linus Pauling, que ganhou prêmio Nobel de Química em 1954, por seu trabalho pioneiro a respeito da formação das moléculas. Nos anos de 1950, depois de identificar o papel dos radicais livres no processo de degradação molecular, ele passou a defender a suplementação de vitaminas e minerais para combatê-los e preveni-los.

Com o avanço de conhecimento das técnicas medicinais, descobriu-se que através do exame do cabelo é possível detectar deficiências minerais essenciais do nosso corpo, que quando ausentes no organismo provocam uma série de problemas. Como exemplo o cálcio (osteoporose), o lítio (depressão), o selênio (poderoso destruidor dos radicais livres), e também se há a presença de metais tóxicos causadores de sintomas e doenças, por exemplo, o alumínio (diminuição da memória), o chumbo (enxaquecas, tonturas), mercúrio (alteração do humor), níquel (queda dos cabelos).

O terapeuta e especialista no assunto, Tsu Wai, explica. “A medicina ortomolecular descobriu que envelhecemos porque somos oxidados, e essa oxidação se dá em razão dos radicais livres presentes no organismo”. Desta forma, a terapia ortomolecular, além de prevenir o envelhecimento precoce, auxilia no tratamento de doenças como as dos ossos, artrose e artrite, os desvios psicológicos como o Alzheimer e o Parkinson, e, ainda, o enfarte, o câncer, a diabete, a depressão e as alergias em geral.

Com um método inovador, o tratamento ficou reconhecido como o fenômeno do século. O acompanhamento especializado varia do perfil de cada pessoa e é realizado com medicamentos antioxidantes, suplementos de vitaminas A, B e C, além de outras atividades como a massagem. Wai define, “As mulheres conhecem muito mais do que os homens os efeitos dos radicais livres, pois ele é o principal causador das rugas na pele. Então é por isso que hoje existem muitos cosméticos, no mercado, chamados anti-radicais livres. Porque o radical livre consegue quebrar a cadeia das trabéculas de sustentação do colágeno e da elastina e, com isso, a força gravitacional puxa a pele para baixo”.

Ivani Camargo Bordô, adepta da terapia há anos, afirma que o tratamento foi uma opção, entre muitas não solucionadas, para frear os problemas de coluna e labirintite. “Meu tratamento é realizado com soro, injeção, exercícios físicos e sessões de acupuntura. Em quase dois anos de acompanhamento especializado, os sinais de melhora são evidentes”.

Qual o momento certo pra começar o tratamento?

As sessões de terapia ortomolecular não têm restrições de idade e deve ser encarada com uma prevenção para as doenças degenerativas. O tratamento deve ser realizado minuciosamente, através de exames clínicos capazes de detectar os desequilíbrios do organismo e, ainda, uma avaliação para estabelecer quais as atividades ideais para recuperar o equilíbrio molecular do corpo. Contudo, o terapeuta alerta. “Atualmente a terapia ortomolecular virou modismo, mas isso é um risco, pois tudo que é moda é efêmero. Precisamos ficar atentos para as novas tendências da medicina”.

Editado por Katrin Korpasch

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Corpo e mente em equilíbrio: a sabedoria oriental

Gabriela Titon

A rotina desgastante enfrentada por muitas pessoas origina problemas físicos e emocionais. Compromissos, obrigações, prazos: a vida contemporânea eleva os níveis de tensão e estresse. Uma forma de relaxar é praticando o tai chi ti con, que combina momentos de respiração e alongamento.

O tai chi é uma espécie de meditação em movimento

Essa modalidade é a base para o tai chi chuan e o kung fu, mais difundidos no Brasil. Inspirado em movimentos de animais, o tai chi tem a intenção de trabalhar a energia dentro do organismo. Conforme a cultura oriental, essa prática busca a união entre as forças Yin e Yang.

Entre outros benefícios, a atividade melhora a circulação sanguínea, a ansiedade, a postura e a coordenação motora. Segundo Ethel Welp, professora de tai chi, o efeito é tão positivo que pode prevenir doenças. “Muitas enfermidades surgem pela má inspiração e expiração. Quando respiramos corretamente e soltamos todos os músculos, o nosso corpo trabalha de maneira correta”.

Ethel pratica a modalidade há 12 anos. “Eu era empresária e estava muito tensa, com vários problemas de saúde. O tai chi foi a minha cura. Hoje, estou ótima”. A vida de negócios ficou para trás e atualmente, além de ministrar aulas, ela também faz massagens terapêuticas.

Comprovando os resultados obtidos, a professora conta que vários alunos da terceira idade voltaram a dirigir depois de praticar os exercícios. Isso acontece porque a atividade estimula a memória. “Agora eles têm novamente energia, percepção e equilíbrio. Se praticássemos esse tipo de atividade e cuidássemos da alimentação, poderíamos viver muito mais e sem remédios”.

O professor universitário Heródoto F. Bento-DeMello, marido de Ethel, é adepto da prática há oito anos. Segundo ele, a ansiedade é um dos maiores problemas atuais. “O tempo todo, as pessoas querem utilizar energia. Não se respeita o momento de recolher energia, estar fortalecido e no momento seguinte aplicá-la. Mas, estando em sintonia, pode-se ter uma vida intensa sem agredir o corpo”.

O casal Patrícia Carla Gilone de Lima e Vanderlei Aparecido de Lima voltou a participar das aulas este ano. “O tai chi melhora a respiração e o alongamento. É um movimento de forma natural”, afirma Vanderlei. Patrícia conclui: “É uma filosofia. Quem começa, quer continuar”.

Um dos benefícios dessa atividade é o estímulo à memória

Serviço

As aulas de tai chi ti con são abertas à comunidade. Para professores, agentes universitários, estagiários e acadêmicos da Unicentro, a mensalidade custa R$ 30. Caso não possua vínculos com a universidade, o valor é R$ 40. Os horários são 3ª e 5ª, às 7h30min e às 18h. As aulas são realizadas no jardim de inverno do campus Santa Cruz (Rua Salvatore Renna - Padre Salvador, 875).

Conheça os benefícios do tai chi
• fortalecimento do sistema nervoso;
• aumento da energia e da disposição;
• equilíbrio de todos os sistemas orgânicos do corpo;
• prevenção e redução do estresse;
• diminuição da ansiedade e equilíbrio das emoções;
• aumento da flexibilidade e relaxamento muscular;
• aumento da atenção e da concentração mental;
• fortalecimento do sistema imunológico, auxiliando na prevenção de doenças.

Editado por Luciana Grande

domingo, 29 de maio de 2011

Profissionais de saúde e estudantes de enfermagem orientam guarapuavanos sobre mortalidade materna e infantil

Katrin Korpasch

No último sábado (28), o Comitê Municipal de Mobilização pela Redução da Mortalidade Materna e Infantil e a Unicentro realizaram um dia de alertas e orientações sobre a mortalidade materna e infantil. A campanha teve como principal objetivo mostrar a importância do pré-natal. “28 de maio é o dia estadual e nacional de Combate a Mortalidade Materno Infantil. Nesse dia procuramos conscientizar as mães da importância de um bom acompanhamento médico da gravidez, além de falar sobre a importância de um parto saudável e orientar sobre o direito das grávidas de terem um acompanhante durante o parto”, explica a enfermeira responsável pelo Centro de Saúde da Mulher de Guarapuava e da Secretaria de Saúde de Guarapuava, Silvia Silveira.

A campanha com enfoque na prevenção para mulheres e crianças teve a distribuição de folhetos explicativos e fitas pretas em sinal de luto. “Em Guarapuava nós temos uma morte de por ano. O ideal seria, pela assistência e pelo acesso aos hospitais, é que não tivéssemos nenhuma. Queremos alertar sobre o auto-cuidado, sobre os direitos das gestantes, temos que chegas a zero mortes”, contou a professora do curso de Enfermagem da Unicentro, Elisabeth Lira.

Atendimento e orientação para gestantes ocorreu durante todo o dia

sábado, 28 de maio de 2011

Evento discute perfil do idoso em Guarapuava

A reunião acontece no próximo dia 15 e serão debatidos temas relacionados à política e a saúde da terceira idade

Yorran Barone

O Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI), em parceria com a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), promovem reunião com o objetivo de debater o perfil do idoso em nosso município, frisando tópicos relacionados à política e à saúde.

Tornar mais acessíveis e coletivas as discussões que ocorrem no CMDI e divulgar o dia de combate a violência contra o idoso estão, também, entre os objetivos do evento.

Durante a reunião, a professora Calíope Pilger, do Departamento de Enfermagem da Unicentro, deve detalhar o seu trabalho de mestrado, intitulado “Conhecendo o idoso na comunidade: subsídios para a equipe e para os serviços de Saúde, Guarapuava-PR”.

Segundo Calíope, o objetivo do trabalho é analisar o perfil sociodemográfico e de saúde do idoso residente em Guarapuava, com dados de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, cadastradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A professora ainda detalhou que o trabalho vai além da capacitação profissional e do conhecimento das reais necessidades dos idosos. “O perfil traçado é um componente essencial para a geração de indicadores que não são obtidos em outras fontes de dados e que são essenciais para o planejamento das ações dos gestores, lideres políticos e profissionais da saúde”, explicou.

O evento ocorre dia 15 de junho e está marcado para as 8h30, na Sala de Eventos do Campus Santa Cruz, da Unicentro, em Guarapuava.

Editado por: Katrin Korpasch

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Problemas na coluna atingem 70% da população brasileira

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70% da população brasileira sofre ou já sofreu com problemas de coluna

Poliana Kovalyk


Os problemas na coluna podem ser ocasionados pela má postura ao sentar-se, ao agachar-se, ao carregar pesos e, também, resultado do sedentarismo. Até mesmo uma leve queda pode causar sérios danos aos ossos ou à musculatura. Como a coluna é uma armadura para o sistema nervoso, que transmite todos os sinais do cérebro para o corpo, os bloqueios causados por desvios, geram dores. Em caso de uma grave queda, são 99% as chances de haver seqüelas, como problemas na postura, que vão desencadeando problemas mais sérios.

Em meio a essa dificuldade, considerada por muitos, a dor do século, novos tratamentos surgem para tentar solucionar esse problema causado, principalmente, pela má-postura.
A Chiropatia é um tratamento científico que detecta e corrige desalinhamentos nas articulações da coluna vertebral. Fundamenta seu método na importância do sistema nervoso, bem como na coluna vertebral que o protege. “A Chiropatia é uma ciência, não é uma especialidade. É uma ciência capaz de curar doenças relacionadas à coluna através da manipulação das vértebras com as mãos, sem o auxílio de medicamentos ou cirurgia. Através desta técnica, as vértebras e articulações são estimuladas e o trabalho do sistema neurológico desobstruído, proporcionando bem-estar ao corpo e a mente do paciente”, explica o chiropata Fábio Sguissardi de Oliveira, que há cinco anos trabalha com Chiropatia em Guarapuava.

Esse método ainda é pouco conhecido no Brasil, estando aqui há uns quinze anos. Em Guarapuava, o método ainda é desconhecido por muitas pessoas, que vêem em remédios uma solução para a cura de suas dores, sem saber que o trabalho da Chiropatia pode substituir o uso de medicamentos. “Sem precisar de cirurgia, você consegue fazer um reposicionamento dessas vértebras. Vamos trabalhar direto no osso, para que o paciente possa voltar o mais normal possível, para que a pessoa não tenha mais dor, não tenha mais alguma incapacidade, não seja mais limitada e, principalmente, que tenha mais qualidade de vida. É um trabalho que até substitui medicamentos”, reitera Sguissardi. “Às vezes o paciente chega aqui tomando medicamentos há quinze, vinte anos. Então, param de tomar. Trabalhamos na manipulação vertebral. Primeiramente fazemos um exame físico na pessoa, pois a coluna é como uma argola, mexeu no anel, mexeu na corrente inteira”.

A Chiropatia é indicada a todas as pessoas, de todas as idades, tanto para curar lesões nos ossos e também na prevenção. Apenas há a contra-indicação para pessoas já tenham sofrido alguma fratura em uma vértebra, em caso de possuir algum tumor, algum câncer, pela insuficiência dos ossos. Até crianças podem se beneficiar da técnica. Quedas na infância também podem ser prejudiciais, pois evoluem os desvios da coluna junto ao crescimento do corpo.

Em média, as dores diminuem em até 80% nas três primeiras semanas do tratamento.
Na maioria dos casos, a melhora pode chegar a 50% na primeira semana.

A coluna é uma armadura para o sistema nervoso

Exercícios para a coluna


Outra técnica aliada no tratamento contra as lesões na coluna é o Pilates. “Pilates é uma seqüência de movimentos e trabalha bastante na parte de alongamento e aquecimento, principalmente da coluna. Então trabalha bastante a postura e, se tiver alguma dor muscular, vai ajudando a aliviar também”, diz a fisioterapeuta Vanessa Sguissardi de Oliveira. O método se destaca por ser uma fisioterapia que atua também como exercício físico, alongamento e fortalecimento, principalmente, do abdômem e da coluna.

Considerado um sistema de movimentos que ajuda a reorganizar o corpo de forma dinâmica, é capaz de corrigir problemas posturais e diminuir as dores. Os exercícios aliam técnicas de respiração e flexibilidade, trazendo inúmeros benefícios para o paciente. Além da postura correta e da diminuição das dores, tonifica a musculatura.


Desenvolvido pelo treinador físico Joseph Pilates, em 1926, o método pode combinar exercícios simples com equipamentos especiais e é indicado para qualquer pessoa, de qualquer idade, interessada em melhorar o seu condicionamento físico e ter um corpo perfeito e saudável. “Ao mesmo tempo, trabalha braço, perna, cabeça, ombro, alongando e fortalecendo. É um tratamento para o corpo todo. E melhora bastante a qualidade de vida, trabalha bastante a respiração e, ao mesmo tempo, é relaxante. Pilates trabalha muito mais o corpo que na academia, mexendo com a musculatura mais profunda”, continua a especialista em Ortopedia, Traumatologia e Desportista.


O exercício é trabalhado em turmas pequenas, de no máximo seis alunos, ou individuais. As aulas não têm o conhecido impacto das academias e envolvem exercícios no solo, em pé, em colchonetes ou com bolas.


Além de ser um tratamento para as terríveis dores musculares, pode ser praticado por indicação médica também na prevenção de dores e trás alívio ao estresse, além de ajudar na coordenação motora e no equilíbrio do paciente. “Ele não possui contra-indicações pelo fato de não trabalhar com peso. Visa melhorar a qualidade de vida e pode ser realizado por todas as pessoas.”

Pilates: alongamento e fortalecimento do abdômem e da coluna


Novas dores, novos tratamentos

Usado na prevenção de dores e doenças, os dois métodos, Pilates e Chiropatia, se complementam. Pilates trabalha a parte da musculatura, alongameto, fortificação. E a Chiropatia trabalha com os problemas nos ossos.

O importante mesmo, tanto antes como depois das técnicas, é a postura correta e, além do mais, a prática de exercícios físicos. “O Pilates não é o único exercício para a coluna. Natação, Yoga, hidroginástica, vai do que a pessoa gosta ou não”, comenta Sguissardi. Estar relacionado a alguma atividade física acompanhada para manter em movimento a musculatura é essencial para a postura correta.



Editado por: Katrin Korpasch